"Tms q aprndr a ler u mund ntndnd us códgs pls cuais l é, lit ralmnt, scritu."

"Tms q aprndr a ler u mund ntndnd us códgs pls cuais l é, lit ralmnt, scritu."
"O Lixo é um Luxo." "O saber é o princípio, e a fala, e o verbo." "A Suprema Sabedoria ensina que o certo é não subir muito alto, nem descer muito baixo." (Professor José da Cruz)

Todos os caminhos. Todas as vidas. Todas as sensuras. "A vida é um curso e um percurso. É preciso aprender. É preciso caminhar." (Prof. José da Cruz)

Quem sou eu

Humorista,professor,jornalista, fotógrafo, católico, questionador, humano, amante das artes Rsssrsrsssrs

segunda-feira, 14 de março de 2011

Primaveras...

Chegou a primavera!
(J. Cruz)



Hum runnnn! Chegou a Prima Vera, o primo Baltazar, a tia Zupita e aquele babacão de quase dois metros (não lembro o nome) que fica o tempo todo garrando a prima Vera, (qi droga!) tia Zupita deveria não ter deixado vir aquele peste... nunca vi isso! As primas deveriam ser só para os pr
imos. I o tanto qi ia sê bão?! Rsrsrsrs Será que a lei não prevê nada disso na sessão dos direitos do consumidor?! Ué, quando eu era pequeno, minha tia dizia que eu não podia pq eu era pequeno, e agora, que eu cresci, passa a prima pra outro?! Cadê o pessoal dos Direitos Humanos que não toma nenhuma providência?! Ah vai tomá banho na soda, viu... ganham um dinheirão pra ficarem lá cossando saco. Essa era a hora deles agirem, querem uma causa mais justa?! Eu num vô jogá menininha de janela, nem matá jovens em Luziânia... E o pessoal dos Direitos dos Consumidores também são outros moscas-mortas, não fazem nada... E agora a tia Zupita vem passear aqi em casa, dá um dispesão danado, em vez de trazer a prima sozinha... (pra facilitar um pouco mais as coisas pra gente, não... traz o mocorongo junto...) E também não sei o que qi a prima viu naquele magrelo com cara de George Clooney...?! o porcaria num tem nem barriga... e o físico parece com o do Van Dame... qi tremendo mau gosto, meu Deus!... Foi por isso que eu criei a ASPRENP (Associação dos Primos Revoltados com o Namoro das Primas) quem estiver sofrendo algum tipo de desrespeito (por exempolo, ficá beijando a prima da gente na frente da gente, óh q merda!) ou abuso de otoridade, (levá namorado pra passeá na casa da gente... óh q tontice!) ou algum tipo de coação sexual, (por exempolo, com vozinha doce... "vamos conosco ao cinema priminho... senão minha mãe não deixa eu ir com ele... e vc aproveita pra mostrar a cidade pra nóis..." óh q porcaria!) é só vc preencher a sua ficha de inscrição na ASPRENP, fazer o seu relatório direitinho, todos os campos são obrigatório, por exemplo, se tiver alguma foto da sua prima nua, ou pelo menos de calcinha, você anexa, q é pra documentação... sua e do namorado dela não precisa, por quê? Ora porque... é porque você já preencheu a ficha né, já deu todos os dados... e do namorado dela não tem necessidade porque namorado nem parente é...) c paga uma taxinha irrisória de três mil reais para abrir o processo e é só. Tem umas despesinhas documentais mais é coisa atoa, negócio assim duns cinco, seis mil reais, não mais que isso. O que é uma bobaginha, já que vamos colocar a sua prima na sua mão de novo, olha só que trem bão?! E vc não terá mais nenhuma despesa já que é nosso associado e vai contribuir mensalmente com apenas, a p e n a s 300 reais, vai receber todo o apoio do Corpo Jurídico da ASPRENP, que é claro vai acompanhar o seu caso em todas as instâncias, e... é evidentemente vai olvidar todos os esforços para devolver na sua mão, em estado de zero, o corpo da sua prima... tudo isso de graça, sem que você gaste um centavo a mais sequer. E, além disso vc receberá uma carteirinha personalizada que te dá direito a levar a sua prima no cinema, no motel, no parque de diversões pagando somente o determinado pelas bilheterias, tudo isso, repito sem nenhuma despesa adicional, talvez caso o seu caso o exija, vc depositará o valor ínfimo de dez mil reais para despesas de pesquisa de campo, mas isso, geralmente, nem é necessário e você poderá sacar o dinheiro-calção assim que o desejar... vc também receberá todos os meses sem nenhuma despesa, informes de acompanhamentos de casos resolvidos pela ASPRENP, além do mais, se te interessar, vc poderá fazer opção e aí vc preenche e coloca o códiogo 3, vai receber da nossa associação, totalmente de graça, somente mediante uma contribuiçãozinha de 90 reais os dois famosos Betsellers PRIMAS PRA QUE TE QUERO e COMO CONDENAR UMA PRIMA A SER MÃE DOS SEUS FILHOS. Também se te interessar você pode pedir mediante reembolso postal, esses não são de graça, a gente só viabiliza a realização dos seus desejos porque você é nosso associado e a associação está aí é pra servir, os dois livros de auto-ajuda COMO PEGAR UMA PRIMA DE JEITO (com 150 fotos ilustrativas e ainda acompanhando manual de instruções - recomendado para maiores de 14 anos, porque os abaixo de 14 anos não vai dar conta de ler, só vão entender as fotos...rsrsrs) e COMO FAZER MINHA PRIMA SER MINHA (segue junto totalmente de graça mediante pagamento da tachinha de aceite, que é apenas 500 reais os manuais elucidativos e as COLETÂNIA DE SIMPATIAS DA VELHA PRIMA GERSINA e ORAÇÕES DE SANTO ANTÔNIO PARA PRIMOS DESEPERADOS feitos exclusivamente par resolver os casos de primos apaixonados... ) e assim que o dinheiro cair na conta, os nossos advogados vão tomar todas as providências do seu caso, e o nosso departamento de pessoal e despacho vai trabalhar para que vc receba o mais rápido possível o seu material de apoio. Mas além disso, se vc necessitar entrar em contacto consoco c pode fazer pelo telefone, temos o tele-primo desesperado, que anda muito tumultuado ultimamente mas com um pouquinho de calma vc consegue e temos também o telefaleconosco à sua inteira disposição é só vc preencher as fichas e confirmar as suas opções. Assim que recebermos a sua ficha a sua vida vai mudar e o namorado da sua prima vai se ferrar. No meu caso por exemplo, já está funcionando... a ASPRENP vai deportar o babacão pra Alemanha, (de onde ele nunca deveria ter saído...) amanhã. (Ah quem me dera! rsrsrs) Espero q ele não leia isso... Meu Deus, vou ter que voltar pras aulas de Kung fu... Nó, o japa qi tá lá na academia agora é o Nakamura e aqele merdinha tem raiva de mim... desde a sexta série quando eu beijei a Zuleika... hummmmm! Tô fu...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Olha só, o cara aí... rsrsrsrsrs

Professor J. Cruz é empossado no Segundo Conseg - Conselho de Segurança.

No último dia 15 o professor José Ferreira da Cruz foi homenageado e empossado como secretário do Segundo Conselho de Segurança de Anápolis. O evento contou com autoridades e representantes de diversas entidades sociais da cidade e aconteceu nas dependências do Quarto Batalhão de Polícia Militar de Anápolis. Com a palavra o professor disse que tudo o que for para o bem estar do ser humano pode-se contar com a sua pessoa. Agradeceu o fato de ter sido escolhido para a homenagm e o cargo e que ia fazer de tudo para retribuir com serviço a confiança. "O mundo precisa ser cada vez melhor e isso sempre dependeu de nós, se o nundo não for melhor após termos passado por aqui de que serviu, então, a nossa presença. Cada um, dentro de sua possibilidade, deve trabalhar para que o bem estar geral aconteça.Contribuir para que o nosso lar, o nosso bairro, a nossa cidade e o nosso estado seja melhor seguro, melhor preservado e melhor de se viver dignamente é o mínimo que se pode esperar de cada um de nós. Deus seja com todos, um abraço e os meus agradecimentos." Finalizou. Fotos Lay Yan Reis, reportagem Pedro Santana e Américo do 3º "G"

terça-feira, 1 de março de 2011

A flecha que vai não volta...

“O cavalo arriado jamais vai passar duas vezes pela sua porta.”

(Por José da Cruz)

Existia um sujeito chamado Pedro este tinha um amigo que possuía uma chácara um pouco afastado da cidade onde viviam. O amigo de Pedro era Roger. Sempre que Roger ia à chácara e isso acontecia todo final de semana, ele passava na casa de Pedro e o chamava para ir com ele aprender a andar a cavalo. Pedro que gostava de carrões e até avião ria na cara dele. Que gosto mais bizarro! ... andar a cavalo... putz. Roger ia e por lá ficava mais um final de semana. Semana vai, semana vem. Roger sempre chamava e ele sempre sorria. A vida continuava e os dois viviam as badalações da cidade durante a semana mas nos finais de semana Roger sempre ia pra chácara sozinho.

Certo dia, quando menos se esperava a guerra estourou e os dois tiveram que se alistar. Por mero acaso do destino foram lutar juntos, mesmo batalhão, mesma companhia. Aquilo que começou para acabar logo, foi se alongando no tempo. As frentes de batalha eram difíceis, muitos amigos combatentes foram tombando a cada dia. Por sorte os dois permaneciam juntos e intactos. Numa tarde tudo parecia ter chegado ao fim. Após perder todo o resto do batalhão numa refrega os dois ainda estavam lado a lado, apesar de cansados ainda não tinham sido atingidos. A refrega continuava e eles continuavam atirando a esmo quando as balas acabaram. Tudo indicava que aqueles eram os últimos instantes quando, de repente, dois cavalos arriados vieram em disparada passando ao lado deles.

Roger sorriu, não teve dúvidas, correu e num salto certeiro alcançou o arreio e com o corpo colado na lateral do cavalo sumiu campina adentro. Pedro vendo aquilo, também não teve dúvidas, correu e saltou sobre o segundo cavalo passou direto sobre a cela e se esborrachou no chão. Quando Roger notando que o cavalo que corria atrás de si estava sem cavaleiro voltou para ver o que tinha acontecido. Do alto da colina pode ver os soldados da tropa inimiga atingindo com muitos balaços seu velho amigo Pedro. Sem poder fazer nada pelo amigo e com lágrimas nos olhos o treinador em montarias deixou o local.

Quem nunca errou que atire a primeira pedra...

“Comigo é na pedrada.”

(Por José da Cruz)

Zevaristo era considerado um cavuqueiro. Uma pessoa “da roça”. Morava lá pelos lados da Serra da Costela. Perdido lá no fundão de Goiás. Sumido lá pelo mato não fazia outra coisa a não ser atirar pedras. Era o dia inteiro atirando pedras. O pessoal que o circundavam achava esquisito, sorriam, mas aceitavam. Fazer o que... Vivia atirando pedras e fazia-o à mão livre sem bodoques ou atiradeiras e (pasmem) tinha uma pontaria invejável. Também pudera, reclamava os amigos, não faz outra coisa a não ser atirar pedras... Zevaristo sorria e (plaft) jogava mais uma. Uêêêêbaaa! Na mosca.

Assim se passavam os dias, um após outro, com uma noite no meio. Vai dia, vem dia. Uma pedrada aqui, outra ali. Sempre na mosca. Condefé, os recursos por aquelas bandas foram escasseando e Zevaristo junto com sua família tiveram que deixar o campo e rumaram para a cidade. Aqui o que tinha que dar já deu. Afirmara seu pai jogando o último caquinho de bule na carroceria de pau da velha caminhoneta. Vambora.

Na cidade grande, onde tudo indicava que seria mais fácil, estava mais difícil. Os empregos, mesmo os mais rudes eram muito difíceis e quando aparecia algum exigia experiência e o salário era sempre uma mixaria. Aos trancos e barrancos, seus quatro irmãos foram se empregando mas Zevaristo, nada. Não conseguia nada. Também pudera, explicava sua mãe dona Cândida. Só aprendeu a atirar pedras é nisso que dá.

O relógio do tempo e o destino se alinharam e certo dia quando acontecia uma das maiores festas da capital, um tal de carnavá, Zevaristo amargava mais uma busca de emprego sob um sol escaldante. A cidade estava cheinha de pessoas, ele nunca tinha visto tanta gente juntas. Que será que todo esse pessoal veio fazer aqui?! Perguntava-se enquanto entrava na Praça da Sé. A praça estava superlotada, e era só o anúncio da tal festa. Magina quando for a festa memo... Na busca pela colocação Zevaristo entrou em mais uma loja e ouviu mais um não. Aquilo era uma tortura. Foi entrando na praça pela lateral esquerda. Meu Deus! Exclamou. Isto aqui parece um formigueiro humano. Disse para si mesmo admirado olhando todo aquele pessoal. Isso é uma loucura!

De repente, um rapagão deu um esbarrão numa mocinha jogando-a no chão, esbarrou também numa senhora com carrinho de supermercado, jogando senhora e o carrinho contras outros . Velha senhora e mercadorias se esparramaram pelo chão. Dois camaradas vestido de palitó e gravata sacaram armas, enquanto um terceiro, também vestido como gangster tratava de ajudar a mocinha a se levantar. Esta gritava e esbravejava. Façam alguma coisa, seus palermas. Estava apavorada. Ele levou minha bolsa. Ele levou minha bolsa. Os dois com as armas nas mãos, não sabiam o que fazer... Também... como usar aquelas armas no meio daquele povão sem atingir alguém?!

A mocinha continuava a gritar. Minha bolsa, ele levou minha bolsa. Zevaristo agachou pegou uma daquelas latinhas pequenas de atum, sopesou-a na mão sacodindo-a para cima e para baixo e ficou olhando o bandido correr entre as pessoas trinta metros abaixo. E quando o ladrão dando mais três passos passaria entre duas pessoas abrindo um espaço de trinta centímetro Zevaristo levou o braço direito para trás e lascou a latinha de conserva. A lata veio girando e quando o ladrão abriu o espaço entre as duas pessoas previstas para passar (plaft) recebeu-a no pé da orelha tombando magistralmente no asfalto. Zevaristo caminhou até lá, pegou a bolsa e a latinha de atum e retornou. Devolveu a conserva à senhora que já estava terminando de recolher as compras ajeitando-as no carrinho. Sua latinha que peguei emprestada dona, me desculpe, agora ela está amassada. A mulher riu. Sua bolsa, mocinha. Ah seu moço, fico-lhe muito grata. Nesta bolsa tem documentos que são importantíssimos para meu pai.

O azarado ladrão acordou na delegacia e o pai da mocinha mandou chamar Zevaristo para conversar. Agora, quando virem Sannye Silva andando pelas ruas, se olharem bem, verão, além dos agentes da guarda pessoal da mocinha, um moço alto, com vestes muito comuns que parece apenas mais um curioso qualquer ali por perto. É Zevaristo que foi contratado pelo Presidente da República para ajudar a cuidar da segurança de sua filha. Um cavalo arriado nunca passará duas vezes por sua porta.

A Fala Emitida Não Tem Volta

- Cadê os créditos que estavam aqui? - O hacker comeu.

(Por José da Cruz)


Nick Nivverton tinha verdadeira

adoração por Lan House desde os oito anos de idade. Agora quando completava os catorze seu vício por net e tudo o que se relaciona a computadores , vírus e jogos eletrônicos estava se tornando para ele uma verdadeira tortura. O que ele mais gostava, não podia ter. Sempre lhe era negado, ora pela sociedade, ora por sua mãe que não tinha dinheiro para custear seu vício. O que dava no mesmo. Muita gente do meio já tinha perdido a cabeça e feito besteira.

Nick ajudava em duas lan houses só para ter o direito de “fuçar” na net quando bem entendesse, mas mesmo assim não era o suficiente. As aulas no colégio estavam em segundo plano. Embora sua mãe pensasse que ele só ia pra Lan house à noite, a verdade é que pelo menos duas vezes por semana matava aula na parte da manhã. A guerra com a velha era sempre muito complicada. Ela nunca compreendia a sua necessidade por Lan house e mais lan house, computadores e mais computadores. Naquela tarde de segunda quando teve que ir ao banco para pagar a conta da luz pra sua mãe, aquilo lhe parecera o fim do mundo, uma verdadeira perda de tempo, dava para colocar todos os seus spaces na net em dia. - E aquela fila que não andava... Ái que ódio! – pensou lamentando consigo.

Puxou o cel e começou a navegar, tinha ganho uns créditos numa paradinha na tarde anterior, que até dava pro gasto. – Epa! Vamo economizar, né?! – disse para si mesmo teclando um novo endereço. – Já que estou aqui por conta da merda do banco, nada mais justo que navegar por conta dele também. - Vamos ver... como será que entramos... – olhou o nome do banco. – Será que invertendo as consoantes e intercalando alguns números... – pensou. – Nossa, as pessoas são tão previsíveis... todos têm um padrão. Na primeira sequência não conseguiu nada. Na segunda... – Demorô... – disse rindo. - Elementar meu caro, Nick. Tô dentro, que gracinha!

A moça do caixa chamou mais um... o próximo era Nick. O moço deixou o balcão, Nick se aproximou, empurrou a fatura. – Tem que aguardar um pouquinho. Deu um piti aqui. – disse ela. – Tah! – Nick digitava desesperadamente. – Mais que porra é essa?! – chingou. Setecentos dólares estavam indo embora. – Puta que pariu! Que filho da mãe! – disse para si mesmo enquanto digitava com uma rapidez espantosa. – Eu te pego, desgraçado. – chingou. O gerente se aproximou da caixa. Ficou olhado a tela, parecia muito nervoso. Usou o interfone chamando outra pessoa. Um rapaz com cabelos avermelhados chegou correndo, passou o cartão, todos pareciam apavorados. Nick levantou os olhos do cel. – Com este teclado nunca vou conseguir pegar esse safado. – disse para si mesmo. Olhou na direção do gerente. – É o torlon, não é?! – Como você sabe? – Quis saber o moço do cabelo vermelho. Nick mostrou o cel. – Ele acaba de me levar setecentos dólares. Se me permitir dar uma olhadinha aí, podemos pegá-lo. – Não, não pode. Ninguém pode pegar esse filho da mãe. – disse o moço do cabelo de fogo. – Eu posso, sim. – retrucou Nick. Com o meu teclado não... Mas se me permitir ir aí eu o pego. O gerente não sabia o que fazer. Nick sorriu. – O filho da puta tá roubando mais de cinqüenta milhões de vocês e vocês tem medo é de mim... essa é boa. – Entre aqui. – disse o gerente. Nick passou vazado pela portinhola. – Ele vai é atrapalhar as investigações. – disse o moço do cabelo de fogo. – Deixe ele tentar. – retrucou o gerente.

Nick digitava como um raio, as letras e os números iam se sucedendo. – Mas o que você está fazendo?! Pare com isso. Está entrando nos nossos arquivos mais secretos. – Vou isolar o vírus para descobrir o padrão. Como você acha que a gente vai pegar esse Mané?! – Como fará isso se ele apagou todo o rastro até aqui. – Hummm tah! – disse Nick. Pronto, agora pode ir. – Você é louco, liberou o vírus. – Claro, fiz um cópia, se o prendo por mais tempo ele transmuta e aí é que não o pegaríamos mesmo. – Como sabe de tudo isso? – Quis saber o gerente. – Vivo praticamente dentro de uma lan house, chefia. Se não souber isso, tô ferrado. – disse Nick digitando com veemência. As teclas dançavam sob seus dedos, uma atrás da outra. Cabelo de fogo assistia perplexo. – O que ele está fazendo agora? – perguntou o gerente. Cabelo de fogo coçou a rala cabeleira avermelhada. – Pelo que entendi ele desnudou o vírus descobrindo algo como se fosse um DNA e vai tentar rastreá-lo.

Um rapaz alto vestido elegantemente se aproximou identificando-se como da polícia federal. Uma das garotas do “posso ajudar” já estava redirecionando a fila para um “atendimento especial”. – O que este garoto está fazendo? – quis saber o policial. – Tentando encontrar um padrão na atuação do vírus. – resmungou o cabelo de fogo. – Que besteira! Então não é isso que a gente fica fazendo toda vez que um babaca coloca um vírus na rede... - questionou. – Hummm aqui, está. – disse Nick mostrando a tela. Alguém de vocês consegue ver o que estou vendo aqui. Eram duas listas enormes de códigos e abreviaturas. – Estas duas listas são os bancos atacados por vírus nos últimos seis meses no mundo todo. – Isto eu notei. Mas não ajuda em nada. – disse o federal. – A mim ajudou, foi dela que extraí esta lista. – disse Nick mostrando uma menor ao apertar uma tecla. – Acabamos de perdê-lo para sempre. – Disse o rapaz de cabelos vermelhos apontando a tela do outro PC. – Agora é que o achamos. - retrucou Nick. – Como assim? – perguntou o federal. – Esta lista pequena é apenas o estrago que o Torlon fez por aí até hoje. – Como pode afirmar isso? As três listas são estragos causados por vírus. – disse Cabelo de Fogo. – É, mas não atingindo bancos com a letra “r” na terceira posição invertida e sempre em cidades com nomes duplos com “y” na segunda palavra, ora no início, ora no fim, como New York ou Dom Derney. – E em que se baseia para afirmar que ele roubou o nosso banco? – quis saber o gerente. – Padrões não mudam moço. – disse Nick. E como ele atacou este banco às quinze horas de dezessete minutos como fez com todos os outros, e como estamos na cidade de Cow Yerles, o próximo banco será na cidade de New Jersey, na próxima quarta às quinze horas e dezessete minutos e lá que eu vou estar para recuperar meus setecentos dólares, pago a luz amanhã. – levantou recolheu a fatura e guardou o cel. – Fui. – Espere aí garoto. – disse o federal segurando-o pelo braço. – Tem alguma acusação contra mim, moço, ou algum motivo para me prender? Porque se não tiver... tenho mais o que fazer. – Precisamos de você para nos ajudar a recuperar o dinheiro perdido. – disse o gerente. – Não se preocupem pretendo usar a máquina e a internet de vocês para recuperar o meu, são bem mais potentes e velozes do que as que eu posso conseguir por aí. Depois de amanhã às quinze horas estarei aqui, eu não perderia isso por nada desse mundo.

– Deixe-o ir. - disse o gerente. O federal soltou o braço de Nick e ele atravessou o saguão do banco entrou na avenida e desapareceu na multidão. – Espero não ter feito uma burrada soltando o braço dele. – disse o agente federal. - Também espero. - disse o gerente.

Eram catorze horas e quarenta minutos da quarta-feira quando Nick atravessou a porta do banco, passou pelo saguão e aproximou da escada, o gerente o esperava e pediu que o acompanhasse. Os dois entraram numa sala arejada, toda mobiliada. Nick cumprimentou o policial do dia anterior que estava sentado olhando uns jornais-o e dirigiu-se ao pc. Balançou o mouse e a tela abriu, sentou-se e começou a digitar. Puxou o cel deixando-o de lado. O federal se aproximou. Nick digitava e ia abrindo telas e mais telas. – Vamos ver o que é possível fazer... – sussurrou para si mesmo. – Você está tentando entrar na memória do banco de New Jersey tá maluco? – disse o detetive. – Ou você é bobo, ou está se fazendo, deve saber perfeitamente que não tem como pegá-lo senão ir esperá-lo lá. – retrucou Nick. – É, mas se ele percebe... adeus, né?! – Não vai perceber. – disse Nick abrindo cel e apertando o bluetooth. – Vamos gracinha, vamos que o tempo urge. – Se ele sabe que é difícil, porque não veio mais cedo... – questionou gerente suando por todos os poros. – Isso eu entendo, se não for sob pressão ele não consegue raciocinar. – disse o federal. Nick sorriu. – Ihhhuuuuu! – vibrou. – Entrei, gracinha da mamãe. Agora é só esperar.

O relógio avançava, eram quinze e quinze, Nick checou mais uma vez o cel. – Cadê o Cabelo de Fogo? – Quem? – disse o gerente assustado. – O moço daquele dia, chama ele aqui. O gerente apertou um botão. – Marcela, peça ao Lucas para vir aqui imediatamente. Nick puxou um halls do bolso e meteu-o na boca, Lucas entrou correndo. Nick guardou o papel do halls no bolso e entregou o cel para o Cabelo de, quer dizer, para o Lucas. – Sente-se aqui, e quando eu falar aperte o bluetooth. Só quando eu disse já. Lucas olhou para o gerente este concordou. – Hummm aí, vem ele. No ponto. Quando eu disser... – Já entendi. Vai deixar ele pensar que o seu espião é apenas um espelho porque é o mesmo vírus que ele está espalhando. – Exatamente, só que agora ele só responde a mim. – disse Nick. Vou sugá-lo no momento em que eu ele passar para a conta transferência, aí deixo um milhão de cifras pulverizadas e puxo o que ele tirou. – Deus nos ajude. – disse Lucas. – Agora, aperte já. – disse Nick. - Vamos ver a conta do danadinho. – e voltando-se para Lucas. - Aperte aqui. Isto, meus créditos estão de volta, uaaau! Dê uma olhadinha aqui, seu moço. – disse ao gerente mostrando a outra tela. – Seu dindin está voltando pra casa. Petter Marq Revertone ficou olhando a tela. Não entendia o que o moço fizera mas estava vendo os contagiros em números sempre crescente. – Pronto, aí estão. Cinqüenta e dois milhões, trezentos e oitenta e quatro mil dólares. Fechou. – disse Nick levantando estou indo.

– Mas você disse que iríamos pegá-lo. – reclamou o policial. – Não sou dedo duro, nem tira. – Mas roubou trezentos dólares e isto é crime. – Você sabe bem que peguei como juros e como paga pelo meu trabalho de recuperação que sei muito bem que vale bem mais. Se vai me prender é agora... senão estou indo para casa. – disse Nick pegando o cel com Lucas e dando um passo em direção à porta. O gerente se colocou na sua frente. – Não sei como agradecer. – disse estendendo a mão. – Se não fosse por você... – Não tem que agradecer. – disse Nick – Vai. - disse o policial. – Você é muito bom no que faz, é verdadeiro e voltou aqui, outros não teriam se exposto assim. – Eu não sou outro. – disse Nick e voltando até o pc apertou um tecla dizendo: - Tá aqui ó, o IPI da máquina do criador do Torlon, seu nome e o endereço dele na cidade de New Orleans, espero não me arrepender do que estou fazendo. Fui. – e saiu da

sala. – Que maldita perda de tempo! – pensou Nick logo depois enquanto caminhava pela avenida em direção a uma Lan.

- Tem um moço aí querendo lhe falar. – Nick espreguiçou, parecia que o sol já ia alto. Levantou e olhou, sua mãe continuava ali de pé. – Bença mãe. A senhora resmungou alguma coisa e ele aproximou da janela uma blazzer preta estava parada na calçada. – Vim saber se quer trabalhar conosco, terá um ótimo salário e plano de carreira na empresa. – disse Petter Marq tão logo ele apareceu na sala arrumando os cabelos revoltos. – E vinte e quatro horas de gente chata pegando no meu pé?! Nããão, muito obrigado. – disse Nick utilizando o reflexo da janela como espelho para limpar um olho. – Que é isso menino, isso são modos de falar com os outros?! – bradou a mãe. – Manera mamãe. – Te passo a meta a ser cumprida, te entrego uma sala com tudo o que precisar para sua função no serviço de informação do banco e você faz o seu horário de trabalho como quiser, só responderá a mim. – disse o gerente. – Não vai ter gente me zoando o tempo todo, não?! – disse Nick amarrando o cadarço do all star. – Não, tem a minha palavra. – solenizou Petter Marq. – Aceita minino. Um cavalo dificilmente passa arriado duas vezes na porta da gente. – sentenciou dona Genow . – Taah mãe. – disse Nick Nivverton. – Mas que droga! Espero não estar fazendo uma burrada. – disse sorrindo enquanto apertava a mão do gerente. Os dois se encaminharam para a blazzer. O gerente sorriu.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ajudando no seu Emagrecimento

Informativo Nutricional e Medicinal

(Prof. José da Cruz)

1. DIFICULDADE DE PERDER PESO

O QUE ESTÁ FALTANDO: ácidos graxos essenciais e vitamina.
ONDE OBTER: semente de linhaça, cenoura e salmão - além de suplementos específicos.

2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: na verdade um desequilíbrio entre o potássio, fósforo e sódio.
ONDE OBTER: água de coco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes, acelga, coentro , semente de linhaça e os suplementos.

3. COMPULSÃO A DOCES
O QUE ESTÁ FALTANDO: cromo.
ONDE OBTER: cereais integrais, nozes, centeio, banana, espinafre, cenoura + suplementos...

4. CÂIMBRA, DOR DE CABEÇA
O QUE ESTÁ FALTANDO: potássio e magnésio
ONDE OBTER: banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja e água.

5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINAL
O QUE ESTÁ FALTANDO: lactobacilos vivos
ONDE OBTER: coalhada, iogurte, missô, Yakult e similares.

6. MEMÓRIA RUIM
O QUE ESTÁ FALTANDO: acetil colina, inositol.
ONDE OBTER: lecitina de soja, gema de ovo + suplementos.

7. HIPOTIREOIDISMO (PROVOCA GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE)
O QUE ESTÁ FALTANDO: iodo.
ONDE OBTER: algas marinhas, cenoura, óleo, pêra, abacaxi, peixes de água salgada e sal marinho.

8.. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACAS
O QUE ESTÁ FALTANDO: colágeno.
ONDE OBTER: peixes, ovos, carnes magras, gelatina + suplementos.

9. FRAQUEZA, INDISPOSIÇÃO, MAL ESTAR
O QUE ESTÁ FALTANDO: vitaminas A, C, e E e ferro.
ONDE OBTER: verduras, frutas, carnes magras e suplementos.

10. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS ALTOS
O QUE ESTÁ FALTANDO: Ômega 3 e 6.
ONDE OBTER: sardinha, salmão, abacate, azeite

11. DESÂNIMO, APATIA, TRISTEZA, RAIVA, INSATISFAÇÃO, DEPRESSÃO, VONTADE DE MORRER
O QUE ESTÁ FALTANDO: Dinheiro, colegas, dinheiro!!!
ONDE OBTER: Quando eu descobrir, informarei. Mas se você descobrir primeiro...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Códio D'Vince... e Dan Brown é uma Piada de mau Gosto.

Alguns esclarecimentos sobre “O Código Da Vinci” – O Filme.
(Por José da Cruz)


Antes, é bom lembrar que não sou doutor no assunto, nem coisa que o valha... No entanto por ser professor e ser sempre questionado a respeito do assunto, com referência à polêmica entre o mencionado filme e a minha religião...
resolvi aclarar alguns pontos doutrinários(dogmas e fé) e históricos(verdades/fatos) a respeito das duas tendências.
Depois de vender milhões de exemplares, graças a uma forte campanha de marketing e a uma bem montada história policial, apimentada por “segredos”, códigos, suspenses, ritmo alucinante e, sobretudo, por uma odiosa campanha contra o cristianismo, e em especial contra a Igreja Católica, (da qual faço parte com orgulho, por opção própria e entendimento dogmático), a obra de Dan Brown intitulada “O Código Da Vinci” está nos cinemas, locadoras, camelôs... livrarias... Oras, bolas... se até pessoas consideradas cultas, entendidas...ficaram meio que ”surtadas” com as afirmações dessa obra, por não disporem de conhecimentos para refutar suas teses falsas ou mirabolantes... imaginem o mal que a obra poderá fazer ao povo cristão em geral, levando-o à dúvida ou à desconfiança quanto à verdade que sempre lhe ensinaram sobre Cristo e a Igreja. Para o nosso povo católico, em particular; a todos aqueles que interessarem, aos cristãos e ao povo em geral, portanto; tentarei aclarar alguns escorregões, talvez premeditados, nessa obra. Comentaremos apenas os maiores absurdos, porque se fôssemos comentar tudo... meu Deus do céu... montaríamos uma obra maior que o próprio livro/filme em questão.

Algumas pessoas não entenderam o porquê de tanta polêmica em torno do assunto... está claro que isso vende exemplares e ingressos e além do mais causa bastante problemas e desgastes à Igreja Católica Apostólica Romana. Quer prato mais cheio pra mídia?!

Em primeiro lugar O Código Da Vinci não é um livro de história. É uma novela policial, uma obra de ficção, de imaginação. E como tal é um produto de fantasia e criatividade do autor, que, neste caso, fora os ciúmes de escritor, temos que reconhecer, trabalha magnificamente bem. Muitos entusiastas já explicaram o cardápio para se fazer um bom bestseller, também darei a minha dica: misture fatos reais com fatos fantasiosos, mitos com realidades, personagens históricos com personagens imaginários, introduza um par romântico com cenas apimentadas, coloque algumas afirmações que gere polêmicas principalmente relacionadas à crença/fé/sexo e pronto... vende pra caramba!

A obra também não é uma novela histórica, novelas ou romances históricos procuram reconstituir com exatidão determinado ambiente histórico ou determinados personagens. O Código gira em torno de lendas, como a do Santo Graal ou O Casamento de Jesus Com Maria Madalena. Não basta mencionar fatos e personagens históricos para que uma obra seja considerada novela histórica. O livro de Brown cita fatos históricos verdadeiros misturados com falsificações e interpretações mirabolantes, mentirosas e tendenciosas, inspiradas por um grande e inexplicável ódio à Igreja Católica. Essa mistura é que pode confundir os leitores, que não são obrigados a conhecer em minúcias a História.


Vamos ver erros factuais comuns na obra. Existem afirmativas errôneas de Dan Brown que faremos a correção: Ex.: “Paris, capital da França, foi fundada pela dinastia real dos merovìngios.” Escorregou – Paris foi fundada pelos Parisii, tribo francesa, no século III antes de Cristo, cerca de 800 anos antes da dinastia merovíngia.

“Os manuscritos do Mar Morto foram descobertos na década de 50 (1950) do século passado e contêm a a história do Santo Graal.” Errou – Eles foram descobertos em 1947 e contêm cópias de livros da Bíblia e outros escritos dos essênios, como a regra da comunidade essêniense. Nada consta ali de Santo Graal.

“A vida de Jesus foi objeto de milhares de relatos na Antigüidade e de mais de 80 evangelhos.” Tiro no escuro – Até os dias de hoje milhares de livros se escreveram sobre Jesus, mas na Antigüidade o número foi muito menor, porque quase não havia escolas, não havia imprensa, os pergaminhos e papiros eram muito caros e pouquíssimas pessoas sabiam ler e escrever. Quanto aos “80 evangelhos”, este é um número sem fundamento algum; provavelmente Dan, numa de suas costumeiras confusões, considerou os escritos apócrifos em geral como “evangelhos”. Mas são muito poucos os escritos das seitas heréticas, com a dos gnósticos, que se denominavam “evangelhos”. Por exemplo: em Nag Hammadi, no Egito, foram descobertos mais de 50 escritos gnósticos: entre eles, apenas 5 se denominavam “evangelhos”. Errou o tiro Brown.


“O Imperador Constantino escolheu apenas quatro evangelhos como verdadeiros, porque serviam a seus fins.” Grave erro histórico meu caro – Antes de Constantino nascer – ele é do século IV d.C. - , os quatro Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João eram conhecidos e considerados como os autênticos testemunhos de Jesus, de acordo com o ensino dos Apóstolos. Somente eles são citados no Cânon de Muratori, do século II, como autênticos; somente eles são harmonizados no Diatesseron (tradução - os quatro Evangelhos num só) de Taciano (séc. II) e somente eles são mencionados pelos Padres da Igreja e por bispos do séc. II – a citar alguns... Inácio de Antioquia, Justino Mártir, Irineu de Lião, etc. – como aceitos na igreja. Putz! é melhor corrigir a pontaria.


“Jesus só se tornou divino a partir do Concílio de Nicéia; o Imperador Constantino convocou esse Concílio para que ele declarasse a divindade de Jesus.” Eca! – O Imperador convocou o Concílio, que se realizou em 325 d.C., para discutir as idéias de Ário, um padre da Alexandria, o qual afirmava, (em resumo), que Jesus era inferior ao Pai, e estas idéias novas estavam provocando muita polêmica. O Concílio, por 300 votos contra 2 – e 16 abstenções – reafirmou a doutrina tradicional cristã: Cristo é Deus, como o Pai e Espírito santo. Jesus é o Filho de Deus encarnado. Isso não é invenção de Constantino, pois é a fé que se expressa em todo o Novo Testamento, escrito no século I por Apóstolos ou discípulos diretos dos Apóstolos. Tá vendo o que dá não ir à aula de religião?!

“Entre esses evangelhos censurados pela Igreja estaria o lendário Documento Q, talvez escrito pelo próprio Cristo – pág. 242. “ – Puxa vida, Danzinho! Você parece que viu a estrela brilhar mas não sabe a direção... acorda! – O Documento Q não é um evangelho, mas uma hipótese sugerida por estudiosos para explicar as palavras de Jesus que constam nos Evangelhos de Lucas e de Mateus, mas não constam dos Evangelhos de Marcos e João. É que os dois se teriam abastecido dos ditos de Jesus que já teriam sido escritos anteriormente pelos cristãos – não por Cristo! Esta seria a fonte (pois Quelle – “Q” em alemão, daí a letra Q para designar o documento) que os dois evangelistas teriam usado. Essa hipótese é aceita pela maioria dos estudiosos, mas não por todos. – Vá estudar meu filho!


“Os livros da nossa Bíblia, sobretudo os Evangelhos, sofreram incontáveis traduções, acréscimos, revisões...” É, é verdade, que foram muito traduzidos; quanto aos incontáveis acréscimos e ou revisões, isto é desmentido pela própria filologia bíblica (filologia – estudo dos textos bíblicos antigos). Temos papiros com textos do Novo Testamento datados dos anos 125, 150, 200, 220, etc, e esses textos são iguais aos de hoje, com mínimas variantes, atribuídas a erros de copistas. Vejam o que diz um estudioso da Bíblia, Rudolf Thiel: “A Providência Divina não se limitou a dar à humanidade, na Bíblia, a revelação divina, mas também se preocupou a fim de que estes livros do Novo Testamento permanecessem essencialmente inalterados através dos séculos. Todo aquele, pois, que estiver familiarizado cientificamente com os manuscritos do Novo Testamento devem admitir que nenhum livro da Antigüidade foi transmitido com tanta limpidez, com tanta certeza e precisão quanto a Bíblia.” (98% do texto do NT pode ser hoje reconstituído sem qualquer dúvida razoável).


“Constantino é que tornou o cristianismo religião oficial do Império Romano.” Que disparate, caro Brown! – Qualquer simples consulta a qualquer manual de História lhe teria ensinado que essa medida foi tomada pelo Imperador Teodósio, que governou Roma de 379 a 395 d.C. – Não tem internet, né?! Pois é.


“Jesus, como Messias, derrubou reis, fundou novas filosofias...” Que invencionice mais cafona e sem cabimento! – Não existe nenhum registro do mundo antigo mostrando que Jesus tenha derrubado algum rei: pelo contrário, Ele foi preso, julgado, condenado e morto. E também não era filósofo, mas um pregador religioso intinerante. Tô quase dizendo igual ao Golias da “Praça é Nossa”: - ‘Istuda minino!’


“Brown atribui ao personagem Jacques Saunière, idoso e mortalmente ferido, ter retirado da parede um quadro de Caravaggio, no Museu do Louvre.”
- Que barbaridade, Mister Brown! V. Sa. esqueceu de ver o peso do quadro: cerca de 100 quilos. – Ai, essa doeu!


“Ah neim, Brown, que chato! – “A certa altura de sua história, a personagem Sopie Neveu procura chantagear um dos guardas do referido Museu, ameaçando rasgar a tela do quadro ‘A Dama das Rochas,’ de Leonardo da Vinci. “
- Que lástima! – Esse quadro não foi pintado em tela, mas em madeira. – Oh! Não vale dizer: “Foi mau.”


“No filme afirma mais de uma vez, que ‘A Última Ceia’, do mesmo Leonardo, é um afresco.” – Putz! Não é. É mais uma simples pintura mural que utilizou outra técnica, aplicando têmpera sobre uma base fina, numa parede de pedra.


“Dan declara que a pirâmide de vidro construída no Governo François Miterrand na frente do Museu do Louvre, teria, propositalmente, 666 placas de vidro fazendo alusão ao número 666 do Livro do Apocalipse – número da perseguidora besta anticristã.” - Perdeu aulas de matemática, também Dan? – Na realidade, a pirâmide de vidro construída no Governo de Miterrand, em frente ao Museu do Louvre, possui 675 vidros em formato de losango e outros 118 retangulares. - Se o seu problema for mais sério com esta matéria a gente chama o João Bento... Rsrsrsrsrsrsrs.


Com relação à Opus Dei (que quer dizer Obra de Deus) e que Dan procura desmoralizar... é uma organização fundada em 1928 por São Josémaria Escrivã de Balaguer, um padre espanhol. O Papa João Paulo II concedeu-lhe o status de prelazia pessoal, isto é, subordinada diretamente ao Papa. A finalidade da Opus Dei é levar seus membros à vivência séria e profunda do Evangelho, em todas as classes sociais, especialmente por meio da santificação do trabalho profissional, contribuindo dessa forma para a santificação do mundo. Isto é conseguido por meia da prática das virtudes cristãs, da oração e do sacrifício, conforme proposto no livro “Caminho”, de autoria do fundador. Os fiéis que desejam ingressar na instituição o fazem livremente. Ela possui na atualidade cerca de oitenta mil membros. Sua sede encontra-se em Roma. Ela tem sustentado muitas obras de promoção humana e social em países subdesenvolvidos.


Não dá pra dizer que a Opus Dei, obriga seus membros a mortificações corporais, não é correto; ela propõe, entre muitas alternativas de sacrifícios e penitências, também a possibilidade de mortificações corporais, para que seus membros se unam mais intimamente à paixão de Cristo. E tem mais, mortificações corporais como o jejum, o cilício, a disciplina sempre existiram na história da Igreja. O próprio São Paulo dizia que castigava o corpo para reduzi-lo à servidão (tá lá em 1Cor 9,27). Muitos santos o imitaram, assim como várias congregações religiosas. Isto não é novidade, mas nada tão dantesco como Dan propaga e quer fazer crer...


A questão das calúnias diretamente à Opus Dei é até meio que compreensível.... Ela trata-se de uma organização que trabalha discretamente, até para poder melhor desenvolver seu apostolado específico, o de imitar a Cristo no próprio trabalho e agir na sociedade. Na falta de informações, surgem as lendas. Uns poucos ex-membros, que saíram magoados da Organização, (por um motivo ou outro) fizeram depoimentos – como o publicado recentemente pela revista Época - marcados por mágoas ou ressentimentos. A Opus Dei é combatida também por pessoas de esquerda, porque deu seu apoio político à Democracia Cristã e não combateu o franquismo, quando este dominava a Espanha. Quanto ao personagem Silas da novela de Dan Brown, é uma criação pessoal deste autor, que não tem nada a ver com a Opus Dei. Mostrar esta organização como capaz de todos os crimes para chegar a seus fins é uma difamação mentirosa, inescrupulosa, odiosa e sem nenhuma lógica.


É até bom lembrar aqui a respeito de perseguições descabíveis e ilógicas, como campanhas de difamação... a bem aventurança evangélica: “Felizes sois vós quando vos insultam, vos perseguem e, mentindo, disserem toda a espécie de mal contra vós, por minha causa. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque é grande a vossa recompensa nos céus: foi assim, com efeito, que perseguiram os profetas que vos precederam.” (Mt 5, 11s).


Sobre evangelhos apócrifos, Dan afirma: “A igreja escondeu muitos evangelhos, que nos dariam a verdade sobre Jesus, mostrando-o mais humano e casado com Madalena.” Mais falso que isso só nota de duzentos centavos. – O que aconteceu foi o seguinte: no tempo em que os Apóstolos ainda viviam, ou seja, no séc. I d.C., foram escritos quatro Evangelhos, por eles mesmos (Mateus, João) ou discípulos seus (Lucas, Marcos). Esses quatro escritos logo adquiriram a aceitação da Igreja, por terem atrás de si a autoridade apostólica, as testemunhas autorizadas (por afinidade e presença ocular) na Vida de Jesus. Eles passaram, gradualmente, a ser lidos na liturgia. Mas, quando o cristianismo começou a estender-se por outras regiões, sobretudo em volta do Mar Mediterrâneo, encontrou muitos e diferentes crenças religiosas e filosóficas: o helenismo (especialmente o platonismo e o estoicismo), o parsismo (religião originária da Pérsia), as religiões pagãs e politeístas, sobretudo da Grécia e de Roma, os cultos de mistério (gregos ou egípcios), especulações judaicas não ortodoxas, etc.
Muitos adeptos dessas religiões ou crenças aceitaram também algumas doutrinas cristãs e o papel salvador de Cristo, mas misturaram tudo isso com as suas próprias visões culturais e religiosas. É o que se chama de sincretismo. Passaram a ensinar doutrinas que nada tinham a ver com o cristianismo original, ou que o deturpavam em pontos importantes (levando as pessoas a “heresias”). Os sucessores dos Apóstolos ficaram preocupados com a situação e passaram a definir quais eram os escritos aceitáveis para os cristãos e para a leitura nas liturgias, selecionando somente aqueles que vieram dos Apóstolos ou de discípulos a eles ligados diretamente como “escritura inspirada”. Outras obras foram consideradas úteis e edificantes, embora não inspiradas. É este o caso. Assim tem registros e escritos comprovando.


Houve também livros que não foram escolhidos, mas desaconselhados, por expressarem doutrinas incompatíveis com o cristianismo, entre eles os escritos gnósticos. Esses ficaram restritos às seitas ou grupos heréticos que os produziram. Na medida em que eles foram desaparecendo, eles também se perderam. Mas foi exatamente graças aos chamados “Padres da Igreja” (os primeiros escritores cristãos) que a existência de muitos desses apócrifos chegou ao nosso conhecimento. Pois, para refutá-los os Padres costumavam citá-los e resumir a sua doutrina. Evidentemente, eles exortavam também os cristãos a não lerem esses livros, para não colocar a sua fé em perigo.


É preciso não esquecer, igualmente, que muitas dessas seitas procuravam manter esses escritos como secretos (é o que significa a palavra “apócrifos”), acessíveis somente aos “iniciados”. Não é verdadeira, portanto , a afirmativa que se lê constantemente em artigos sensacionalistas da nossa mídia, segundo a qual a Igreja “escondeu” esses escritos apócrifos. O que ela fez foi algo necessário e fundamental: discernir e separar o joio do trigo. Taí... falei.


Quanto ao aspecto “humano” de Jesus, é preciso informar que os gnósticos consideravam o corpo como mau; por isso, muitos tinham dificuldade em aceitar que Deus Filho tivesse realmente assumido um corpo humano. Esses “evangelhos” não contêm narrativas, como os evangelhos canônicos. Neles, Jesus é apenas um mestre que fala e ensina. Eles não nos falam da humanidade de Jesus, de suas emoções, de seus sofrimentos e lágrimas, de sua fome e sede, de seu cansaço.... Portanto, os quatro evangelhos verdadeiros é que nos mostram a humanidade do Salvador.


E para completar: os escritos apócrifos são tardios, elaborados nos séculos II, III e IV d.C. Os quatro evangelhos canônicos, ao contrário, foram escritos poucas décadas após a morte de Jesus. E aí é claro até o bom senso indica que esses deveriam ser os escolhidos.



Só para esclarecer os gnósticos eram um conjunto de seitas que se desenvolveram sobretudo a partir do século II d. C. Além dos cristãos gnósticos, existia um gnostiscismo não-cristão, como algumas idéias semelhantes: o hermetismo (doutrinas secretas, de cunho filosófico-religioso, que se desenvolveram especialmente no Egito) e o gnosticismo popular, criado por Simão, o Mago, que se orientava para a magia, com fórmulas secretas, cerimônias e ritos mágicos.


Aclarando: em 1945 foi descoberta em Nag Hammadi, no Egito, uma biblioteca gnóstica, com cerca de 50 títulos, conservados graças ao clima seco do deserto. A maioria desses documentos pode ser datada do séc. III ao séc. IV d. C. Recentemente descobriu-se também um texto chamado de Evangelho de Judas, escrito em copta, do séc. III ou IV d. C. Trata-se de um escrito da seita dos cainitas, cuja especialidade era revalorizar as pessoas que a Bíblia censura: Caim (do qual deriva o nome da seita), que assassinou seu irmão Abel; Esaú, (o irmão- inimigo de Jacob); Coré, (que se revoltou contra Moisés); Judas, (que traiu a cristo), etc. Como vêem, essa seita era a “do contra”. Como algumas pessoas, né Dan?!

Também é claro que Judas não escreveu nenhum Evangelho, pois suicidou-se logo após a prisão de Cristo. E o que o Senhor pensava dele está escrito nos Evangelhos verdadeiros: “O Filho do Homem se vai, conforme está escrito a seu respeito. Ai, porém, daquele por quem o Filho do Homem será entregue! Melhor seria que tal homem nunca tivesse nascido.!” (Mt 26, 24).


Quanto aos gnósticos, estes em geral, tinham doutrinas complicadas e confusas, e nem sempre coerentes. Apresentavam mitos fantásticos sobre Deus, a criação de anjos e demônios e as hierarquias ou poderes espirituais, que chamavam de “éons”. Ler atualmente a maioria desses livros é um desafio à paciência. Algumas idéias, que hoje nos parecem meio malucas, mas eram compreensíveis dentro da cultura dominante em algumas daquelas regiões, eram comuns à maioria dos gnósticos:

a) A distinção entre uma Potência Suprema, espiritual, que era o bem, e o Demiurgo, criador da matéria e dos corpos, que são maus e dominados por potências más ou imperfeitas. Esse demiurgo, em muitas correntes gnósticas é uma espécie de Satanás.
b) O drama dos seres humanos reside no fato de possuírem em si uma centelha espiritual (o bem), que ficou aprisionada no corpo material (que é mau).
c) A salvação (que, para eles, consistia na libertação desse espírito aprisionado), é obtida apenas pelo “conhecimento” (em grego, “gnosis”).
d) Este conhecimento, por sua vez, era alcançado pela iniciação nos segredos da seita, acessíveis a poucos. Um Salvador veio do mundo espiritual para reconduzir até o mundo superior, espiritual, as almas dos eleitos.

Segundo o “Código Da Vinci”, os gnósticos eram veneradores do “sagrado feminino”, ao contrário da Igreja. Que tonteira Dan. O que acontece é que um dos gnósticos mais conhecidos do séc. II d.C., chamado Valentino, foi o autor de um sistema mitológico baseado na conjunção de entidades masculinas e femininas. Para ele, a partir de Deus, que era chamado de “Abismo” e de “Silêncio”, havia emanações sucessivas em pares de “Poderes” (que ele denominava “éons”). Um dos éons inferiores era Sofia (Sabedoria), que teve uma “queda” e originou o Demirugo, o qual criou o mundo material. Os homens criados distribuíam-se em três classes: os carnais (materialistas, incapazes de salvação). os psíquicos (que podem alcançar algum conhecimento espiritual) e os espirituais, os únicos que podem receber com certeza o verdadeiro conhecimento e a salvação.


Como as teses de Valentino eram adotadas por alguns dos documentos de Nag Hammadi, Dan Brown pode ter-se baseado nessas idéias para falar de culto do “sagrado feminino” entre os gnósticos. Mas é absolutamente falso afirmar que os ganósticos, em geral, cultuavam a mulher. A maioria, pelo contrário, demonstrava aversão à mulher (misoginia), como podemos comprovar no texto gnóstico conhecido como “Evangelho de Tomé”.
“114 – “ Simão Pedro lhes disse: ‘que Maria saia de nosso meio, pois as mulheres não são dignas da Vida.’ Jesus disse: ‘Eis que vou guiá-la para torná-la macho, para que ela se torne também espírito vivo semelhante a vós, machos. Pois toda mulher que se fizer macho entrará no Reino dos céus.”

Outro exemplo que podemos dar é o Livro de Tomé Lutador que lança a seguinte maldição: “Ai de vós que amais a relação sexual, que pertence à feminidade e sua sórdida coabitação.” (Trad. cf. Bentley Layton).

Para concluir, apesar de falarem na existência de “éons” femininos, os gnósticos tendiam a desprezar as mulheres concretas; afinal, eram elas as principais responsáveis pela geração dos corpos, e os corpos, para eles, eram maus...



Sobre o tal “sagrado feminino” que Brown tanto apregoa em seu livro é o seguinte: na antiguidade, os povos pagãos tinham muitos deuses (e deusas) – é que se chama “politeísmo”. Assim, os romanos cultuavam, ao lado de deuses como Júpter (deus supremo), Saturno (deus do trigo), Fauno (deus dos rebanhos), Netuno (deus do mar), Marte (deus da guerra), as deusas como Diana (deusa da caça e da castidade), Vênus (deusa do amor), etc. O mesmo ocorria entre os gregos: desuses como Zeus, Aes (da guerra), Apolo (da luz), Poseidon (dos mares)... e deusas como Afrodite (do amor), Atena (sabedoria) Ártemis (da caça e das florestas)... a mesma pluralidade de deuses e deusas encontramos na Mesopotâmia, em Creta (culto da “Grande Mãe”, deusa da fecundidade e da agricultura), na Fenícia, no Egito e em muitos outros países. Como se vê, tais deuses e deusas representavam forças da natureza, astros, sentimentos humanos, e assim por diante. O sagrado era masculino e feminino, por incluir a adoração de deuses e deusas.

O judaísmo e o cristianismo, ao contrário, receberam, pelos seus profetas, a revelação de um Deus único, criador de todas as coisas, acima dos homens e de suas paixões (isto é, “transcendente”); um Deus espiritual, não sexuado. Portanto, quando Dan Brown combate a religião cristã porque ela não cultua deusas, ele se esquece de que nosso Deus não é “masculino”, pois não tem sexo. Mas o que ele deseja é a volta ao paganismo, a volta ao culto de deuses e deusas – do sol, da lua, da terra, da água, etc. Um tremendo e incompreensível retrocesso! Credo Danzinho, bastava ter ido nas aulas de religião do Pe. Luís Lima. Rsrsrsrsrs.

Muitas dessas religiões pagãs tinham em seus cultos e templos as “prostitutas sagradas”, com as quais os fiéis ou os sacerdotes uniam-se sexualmente, para imitar os deuses e conseguir a fecundidade e a fertilidade dos campos. Esse coito era chamado de “casamento sagrado” (em grego, hierós gamos). Dan Brown pelo visto (como é muito moderno _ isso é ironia, viu?) parece desejar introduzir esses costumes nas nossas religiões do séc XXI, (barbaridade!) Mas é o que ele mostra em muitos trechos do seu livro, como nas págs. 122 e 289 a 294. Shophie Neveu havia ficado horrorizada quando presenciou uma relação sexual dessas como parte de um culto, no castelo de seu avô, mas o personagem Landon procura convencê-la de que era o melhor ato de culto, a melhor forma de experimentar o divino e dele ter conhecimento! (Putz!) Para isso emprega palavras bonitas, raiciocínios sedutores... mas a realidade crua e nua é esta: relações sexuais nas igrejas, como parte do culto. É disso que se trata, quando ele fala do “sagrado feminino”. Ô Dan, tenha paciência, nunca ouviu falar em motel?! Xô.

É preciso deixar claro que os cristãos primitivos não tinham culto ao sagrado feminino com relação a Madalena. Eles veneravam, sim, a Madalena, pela sua fidelidade a Jesus. Mas o Sr. (Mister – desculpe!) Brown afirma que a Igreja eliminou o culto a Maria Madalena para abafar o “sagrado feminino” no cristianismo. O tonto chega a afirmar que a Igreja até proibiu o seu nome (págs 241, 246)! Mentira deslavada e contradição histórica, pois Maria Madalena é cultuada pela Igreja como uma de suas maiores santas, festejada no calendário litúrgico, no dia 22 de julho. Ela é tida como a “apóstola dos apóstolos”, pois foi encarregada de levar a eles a notícia da Ressurreição de Jesus. E é uma das poucas pessoas invocadas na solene “ladainha de todas os santos”. Os quatro evangelhos verdadeiros, nos quais Dan Brown nunca se baseia, são unânimes em testemunhar seu amor, coragem e fidelidade a Jesus, a quem seguiu até o Calvário, juntamente com outras mulheres. Portanto, só mesmo pessoas muito ignorantes em religião poderão acreditar nessas invencionices do Brown.

E tem mais os cristãos jamais se prestaram a esse tipo de culto sexual, pois desde o início aprenderam a cultuar ao Deus único: (em três pessoas) Pai, Filho e Espírito Santo, adorando-O em espírito e em verdade.

Quanto ao fato de Dan insistir que Jesus era casado com Madalena, alegando que naquele tempo não se aceitava um judeu solteiro, celibatário... Puxa Dan, um pouquinho de conhecimento histórico não lhe faria mal algum... Conhecimento bíblico também você não tem nenhum, que coisa, einm?! Tá difícil. Você afirma que os judeus também cultuavam o sagrado feminino, pois adoravam a deusa Shekinah no templo de Jerusalém. Os judeus devem ter tido ataques de raiva – ou de gargalhadas – quando leram isso. Shekinah não é nome de deusa, Danzinho, mas palavra usada pelos rabinos para designar a presença de Deus (laweh) junto a seu povo, a sua Glória, especialmente na arca da Aliança ou no Templo. Nenhuma instituição combateu tanto os cultos idólatras politeístas e os “casamentos sagrados” como o judaísmo!

Quanto ao estado celibatário de Jesus, bastaria ao Mister Brown ler um pouquinho só a história sagrada, vamos lá... Se Jesus tivesse sido casado, os evangelistas não teriam tido o menor problema em registrar o fato pois quase todos os apóstolos eram casados; Noé, Abraão, Isaac, Israel (Israel aqui é o Jacó, viu Brown), Moisés eram casados.Mas os Evangelhos nunca mencionam uma pretensa esposa de Cristo. ao contrário, registram sua palavra, e olha só o que Jesus disse: “Com efeito, há eunucos que nasceram assim, desde o ventre materno. E há eunucos que foram feitos tais pelos homens. E há eunucos que se fizeram eunucos por causa do Reino dos Céus. Quem puder compreender, compreenda!” (Mt 19,12)). Evidentemente, compreensão desse tipo não é o seu fraco, né Dan?!

Por outro lado, o celibato não era assim tão incomum entre pessoas dedicadas a Deus: os essênios não se casavam. São Paulo não se casou, nem o profeta Jeremias, nem João Batista.... e todos eram judeus! Vê se aprende, Brown.

Brown cita, através de seus personagens, cita um Evangelho para provar que Madalena era a companheira de Jesus. Isso é uma besteira. Pra começar o Evangelho citado era o Evangelho de Filipe, escrito da seita gnóstica que está na biblioteca de Nag Hmmadi. Lembremos que essa obra não é do tempo de Cristo. Ela utiliza falsamente o nome de um apóstolo porque as seitas costumavam fazer isso para dar autoridade a seus escritos. Esse “evangelho” (entre aspas) é do séc. III, mais de 200 anos posterior à vida de Jesus! O trecho dele que é citado no Código Da Vinci está muito danificado e faltam algumas palavras, mas é possível ler que alguém (supostamente o Cristo) amava Madalena mais que os outros discípulos e a beijava na... (falta a palavra). Os personagens “cultos” de Dan imaginam que se trata de um beijo na boca e que isso seria prova de que Jesus e Madalena seriam casados. Para concluir assim, é necessário ignorar muitos costumes gnósticos do séc. II d.C. Esse Evangelho de Filipe, por exemplo, (págs. 58, 34-59) explica o seguinte: “Por isso, a palavra perfeita concebe e dá nascimento por meio de um beijo,. Por essa razão, nós também nos beijamos uns aos outros. Somos concebidos pela graça que nos é comum”. Fica claro, portanto, que o beijo, para eles, eram sinal de amizade e de fraternidade, entre irmãos pela crença. Além disso, os mestres gnósticos beijavam os discípulos como símbolo da transmissão da verdade a eles. Como a salvação, para os gnósticos, vinha através do conhecimento, e este era obtido pelo ouvido ( quando escutavam a fala da boca de um mestre), este utilizava a mesma boca, no beijo, para simbolizar a transmissão da verdade. Não se sabe onde era dado o beijo, mas provavelmente era na fronte ou na face. Assim sendo: esse beijo gnóstico era um rito e não tinha nenhum conotação sexual como pensa Mister Brown. Assim dá pra entender a questão desse Evangelho quando afirma que o mestre tinha muito apreço pela discípula Madalena, a ponto de lhe comunicar muitos conhecimentos (representados pelos beijos). Pois o mesmo Evangelho afirma, poucas linhas adiante, que a relação sexual é poluída. E conclui: “É na poluição que reside sua imagem”. Dan, simplesmente,e como sempre né Dan? confunde a relação mestre-discípula coma relação marido-mulher. Em nenhum momento do Evangelho de Filipe se afirma que Jesus era casado com Madalena.