
Mulher
(J. Cruz)
Quem não viu um peito amigo...
Livrando-te dos perigos
E te dando a nutrição?
Quem não se sentiu amado
Apertado, aconchegado...
Pertinho do coração?!
Pode ser que outro o faça
Com desprendimento e graça
Mas geralmente é a mulher...
Que dá o amor e a vida
Em luta árdua, sofrida...
Cumprindo ali seu mister.
Ah! Mulher...
Quem me dera um dia ter...
Palavras pra agradecer
O seu desprendimento...
Mas creio ser impossível...
Ímprobo, inadmissível...
Só Deus... lá... no firmamento.
Só Deus que um dia te fez...
Com tamanha polidez,
Deusa e ares de menina...
Com tanta graça e beleza
Mansidão e realeza
Amor e força divina.
Você faz bem linda a vida...
Clareia a nossa existência.
O seu carinho nos cura...
E nos faz pedir clemência.
Transforma-nos por seus prantos
Faz do pecador o Santo
Como fez Santa Mônica
A mãe de Santo Agostinho...
Que num desespero insano
Ajoelhada rezando
Passou 43 anos...
Pra que o filho acordasse
E voltasse ao bom caminho.
E quantos outros exemplos
Eu poderia citar?!
De mulheres que por amor
Na fábrica, no lar, no templo
Foram agentes... vetor
Fizeram a história mudar...
Ester, Jaqueline, Evita
Ruth, Edith, Anita
Tereza de Calcutá...
Irmã Dulce, Madre Giuliete,
A Condessa de Mauá...
Maria de Nazaré,
Que muda os planos de Deus até
Na Festa lá de Caná...
Agora veja patrão
Maria na ocasião
Lá nem era convidada
Mas quando vê o problema....
E a família angustiada.
Corre, e com jeito e carinho
Vai dizer a seu Jesus: “Filho,
Eles não tem mais vinho”.
Jesus se sente acuado...
E não querendo se envolver
Pois lá era convidado.
Faz aquele reboliço... e vai dizendo
“Mulher! O que tenho eu com isso?
Minha hora ainda não chegou...”.
Então Maria ali sente
O aperto no coração
Vê de Jesus a missão
E porque Deus lhe enviou.
E... num gesto decidido
A extraordinária mulher...
Disse aos serventes: “façam
Tudo que Jesus disser.”
Jesus a vê ir-se com calma...
Mas sente ainda na alma
Aquele olhar de carinho...
E aquela convicção...
Manda encher as talhas d’água
Faz ali o melhor vinho,
O seu 1º milagre
E inicia a missão.
Vejam senhores, que fantástico!
Que postura! Que esplendor!
Assim posso citar milhares
De mulheres que aos pares...
Num gesto calmo profundo
Mudaram a história do mundo
E somente por amor.
Ah! Mulher como és sublime
Como tens amor pra dar...
Já te vi encarcerada,
Te vi rainha do lar...
Já te vi na oficina, lidando lá cantina
Fazendo alimentação...
Eu já te vi ao volante,
Do táxi, ou do possante,
Transportando a produção.
Já te vi livre e escrava
Morando em meio às larvas
Lá em cima do lixão...
Já te vi cortando cana
Pra ganhar algum tostão.
Te vi na senatoria
E também te vi bóia fria
Em cima do caminhão.
Vi gritar pelo marido,
Lá na porta da prisão
Te vi gritar pelo filho,
Em meio à rebelião...
E na sala de audiência,
Eu te vi pedir clemência
E vi quando sua excelência,
O juiz te disse: não.
Te vi gritar pelo filho
Quando houve a invasão.
E depois no cemitério,
Te vi rezar cinco mistérios
Pedindo para o Senhor,
Dar conforto e salvação
Àquele pobre cristão.
Te vi na fila do Inamps
Na fila da comunhão
Na fila do desemprego
Te vi na televisão
No rosto da secretária,
Da gari, da operária,
Da prostituta... coitada...
Que aí pela madrugada
Vende o corpo e compra o pão.
Já te vi pedir auxilio
Pra curar a dor da alma...
Ou um sonífero que acalma...
Te vi pedir lenitivo.
Te vi feia, te vi bela...
Te vi ao vivo e na tela...
Te vi na tela e ao vivo.
Ah! Mulher, te encontrei na pessoa
Que me deu seu coração...
Na que me deu seu carinho,
Na que me deu afeição...
Que me guiou pelo braço...
Ensinou-me o primeiro passo
E a primeira lição.
Mulher, te encontrei um dia
Lá na voz da locutora...
Na pena da escritora
Que conta histórias de amores.
Te encontrei no senado,
Lá na lei da senadora...
Te encontrei na professora...
Que só tem o giz e o cuspe
Pra ensinar tantos valores.
Ah! Mulher-professora...
Tanto cansaço e sofrimento
Pra moldar o sentimento
De ética e honestidade.
Num mundo onde a corrupção
E a falta de postura...
Vem tecendo nas criaturas
Um lamaçal de maldades
E um poço de podridão.
Ah! Mulher!
Professora-profissão...
Parece mais é missão
É carma... é destino... é sina...
A falta de disciplina...
De interesse... paixão.
Por parte do educando,
Que entra ano sai ano...
E cada vez aprende menos.
A ciência, a geografia...
Os números, a ecologia
Os mistérios, e a razão.
E nem entende os valores
Que o faz mais cidadão.
E entra nas malandragens
E nas imoralidades
Cometem barbaridades
Que o faz sem posição
De pessoa de caráter
E homem de formação.
E a angustia sobra pra ti
Pra ti mulher professora.
Professora-profissão...
Que luta para moldar
No novo homem o saber
O conceber, a razão.
Ah! Mulher... Mulher, sorriso, paixão...
Quem me dera conseguir
Prestar uma homenagem...
Falar-lhe da gratidão.
Da sua força e coragem
Garra, pureza e imagem
Carinho e compreensão.
Quem dera eu fazer poesia
Usar a filosofia...
Pra homenagear você.
Quem dera ter mente aberta
E usar a palavra certa
Dizer o quê e o porquê.
Quem me dera em palavras vivas
Falar como Patativa...
Destes teus olhos redondos.
Mulher, onde é que eu me meto...
Mulher, onde é que eu me escondo?!
Que como punhais profundos
Atingem o nosso ego ao fundo
Qual ferrões de marimbondo.
Ou como Drummond de Andrade
Falar de amor e saudade
Sem pieguismo ou demasia
Sem muito usar o lirismo...
A rima... a sonoridade.
Fazer de ti poesia
Um poço de idealismo...
Amor, calor, santidade.
Ou como Bilac em Tercetos
Durante a noite ou dia...
Viver pelos seus amores
Valores e poesias.
Fazer de teus braços, grades...
Nas suadas fantasias.
Onde o crepúsculo, alvorada
A nós homens, nada dizia
Pelo calor que exalas...
E meiguices que irradia.
Ah! Mulher,
Como te fazer um poema?
E falar do teu valor...
Do carinho que por ti sentimos
Desse vosso imenso amor.
Ó mulher, menina, anjo...
Anjo, menina, mulher
Como te homenagear...
E falar do teu mister?
Se as palavras são tão poucas
As rimas são meio loucas
Diante de tua essência.
Do teu sagrado sorriso...
Que tão nos conforta a alma
Embriaga-nos e acalma
E estes calor e paixão...
Inibe a nossa razão
Leva-nos ao paraíso.
Ó Shirley, Márcia, desculpe-me
Por tão simples palavrear
Nem sou poeta menor...
Não pude homenagear.
A ser de tão alta estima.
De linhagem cristalina
Purezas e áureas divinas.
Não encontrei boas rimas
Se isso vos confortai
A palavra me faltou...
Nem poeta menor sou
Sou menor que poeta, perdoai.
Mas eu duvido que exista
Palavras pra descrever.
A essência deste ser
Que de mulher Deus chamou.
E que aqui Ele deixou
Pra nos ensinar viver
Amar, sorrir e crescer.
Nem Olinto, Howais ou Aurélio
Terá palavras... É sério.
Com as quais façam nos ver
A dimensão deste ser.
E toda a sua essência
Não tem significação.
E nenhuma descrição
Exata em livro ou lugar.
E a sua real potência
É tormento da ciência
Que luta pra desvendar.
De onde é que a mulher tira
Tanta força pra amar.
E esses poderes e resistência
Se perdem na imensidão...
Do livro da existência.
Pois desde que o mundo é mundo
Ninguém nunca entendeu.
E nunca vai entender...
Mas quero ainda dizer.
Que és o cálice da vida
Ante o qual ajoelhamos
Do qual adoro beber.
Que tens do sol o calor
E a força do vulcão...
Que quando em erupção
Também faz terra tremer.
Que és essência da vida
Tens da brisa a suavidade
Paradoxo de santidade...
Na imensidão do prazer.
Muito obrigado mulher
Pela luz, o sol, a sina
O som, o sal e o porquê...
E por fazer eu ser eu
E por você ser você.
(J. Cruz)
Quem não viu um peito amigo...
Livrando-te dos perigos
E te dando a nutrição?
Quem não se sentiu amado
Apertado, aconchegado...
Pertinho do coração?!
Pode ser que outro o faça
Com desprendimento e graça
Mas geralmente é a mulher...
Que dá o amor e a vida
Em luta árdua, sofrida...
Cumprindo ali seu mister.
Ah! Mulher...
Quem me dera um dia ter...
Palavras pra agradecer
O seu desprendimento...
Mas creio ser impossível...
Ímprobo, inadmissível...
Só Deus... lá... no firmamento.
Só Deus que um dia te fez...
Com tamanha polidez,
Deusa e ares de menina...
Com tanta graça e beleza
Mansidão e realeza
Amor e força divina.
Você faz bem linda a vida...
Clareia a nossa existência.
O seu carinho nos cura...
E nos faz pedir clemência.
Transforma-nos por seus prantos
Faz do pecador o Santo
Como fez Santa Mônica
A mãe de Santo Agostinho...
Que num desespero insano
Ajoelhada rezando
Passou 43 anos...
Pra que o filho acordasse
E voltasse ao bom caminho.
E quantos outros exemplos
Eu poderia citar?!
De mulheres que por amor
Na fábrica, no lar, no templo
Foram agentes... vetor
Fizeram a história mudar...
Ester, Jaqueline, Evita
Ruth, Edith, Anita
Tereza de Calcutá...
Irmã Dulce, Madre Giuliete,
A Condessa de Mauá...
Maria de Nazaré,
Que muda os planos de Deus até
Na Festa lá de Caná...
Agora veja patrão
Maria na ocasião
Lá nem era convidada
Mas quando vê o problema....
E a família angustiada.
Corre, e com jeito e carinho
Vai dizer a seu Jesus: “Filho,
Eles não tem mais vinho”.
Jesus se sente acuado...
E não querendo se envolver
Pois lá era convidado.
Faz aquele reboliço... e vai dizendo
“Mulher! O que tenho eu com isso?
Minha hora ainda não chegou...”.
Então Maria ali sente
O aperto no coração
Vê de Jesus a missão
E porque Deus lhe enviou.
E... num gesto decidido
A extraordinária mulher...
Disse aos serventes: “façam
Tudo que Jesus disser.”
Jesus a vê ir-se com calma...
Mas sente ainda na alma
Aquele olhar de carinho...
E aquela convicção...
Manda encher as talhas d’água
Faz ali o melhor vinho,
O seu 1º milagre
E inicia a missão.
Vejam senhores, que fantástico!
Que postura! Que esplendor!
Assim posso citar milhares
De mulheres que aos pares...
Num gesto calmo profundo
Mudaram a história do mundo
E somente por amor.
Ah! Mulher como és sublime
Como tens amor pra dar...
Já te vi encarcerada,
Te vi rainha do lar...
Já te vi na oficina, lidando lá cantina
Fazendo alimentação...
Eu já te vi ao volante,
Do táxi, ou do possante,
Transportando a produção.
Já te vi livre e escrava
Morando em meio às larvas
Lá em cima do lixão...
Já te vi cortando cana
Pra ganhar algum tostão.
Te vi na senatoria
E também te vi bóia fria
Em cima do caminhão.
Vi gritar pelo marido,
Lá na porta da prisão
Te vi gritar pelo filho,
Em meio à rebelião...
E na sala de audiência,
Eu te vi pedir clemência
E vi quando sua excelência,
O juiz te disse: não.
Te vi gritar pelo filho
Quando houve a invasão.
E depois no cemitério,
Te vi rezar cinco mistérios
Pedindo para o Senhor,
Dar conforto e salvação
Àquele pobre cristão.
Te vi na fila do Inamps
Na fila da comunhão
Na fila do desemprego
Te vi na televisão
No rosto da secretária,
Da gari, da operária,
Da prostituta... coitada...
Que aí pela madrugada
Vende o corpo e compra o pão.
Já te vi pedir auxilio
Pra curar a dor da alma...
Ou um sonífero que acalma...
Te vi pedir lenitivo.
Te vi feia, te vi bela...
Te vi ao vivo e na tela...
Te vi na tela e ao vivo.
Ah! Mulher, te encontrei na pessoa
Que me deu seu coração...
Na que me deu seu carinho,
Na que me deu afeição...
Que me guiou pelo braço...
Ensinou-me o primeiro passo
E a primeira lição.
Mulher, te encontrei um dia
Lá na voz da locutora...
Na pena da escritora
Que conta histórias de amores.
Te encontrei no senado,
Lá na lei da senadora...
Te encontrei na professora...
Que só tem o giz e o cuspe
Pra ensinar tantos valores.
Ah! Mulher-professora...
Tanto cansaço e sofrimento
Pra moldar o sentimento
De ética e honestidade.
Num mundo onde a corrupção
E a falta de postura...
Vem tecendo nas criaturas
Um lamaçal de maldades
E um poço de podridão.
Ah! Mulher!
Professora-profissão...
Parece mais é missão
É carma... é destino... é sina...
A falta de disciplina...
De interesse... paixão.
Por parte do educando,
Que entra ano sai ano...
E cada vez aprende menos.
A ciência, a geografia...
Os números, a ecologia
Os mistérios, e a razão.
E nem entende os valores
Que o faz mais cidadão.
E entra nas malandragens
E nas imoralidades
Cometem barbaridades
Que o faz sem posição
De pessoa de caráter
E homem de formação.
E a angustia sobra pra ti
Pra ti mulher professora.
Professora-profissão...
Que luta para moldar
No novo homem o saber
O conceber, a razão.
Ah! Mulher... Mulher, sorriso, paixão...
Quem me dera conseguir
Prestar uma homenagem...
Falar-lhe da gratidão.
Da sua força e coragem
Garra, pureza e imagem
Carinho e compreensão.
Quem dera eu fazer poesia
Usar a filosofia...
Pra homenagear você.
Quem dera ter mente aberta
E usar a palavra certa
Dizer o quê e o porquê.
Quem me dera em palavras vivas
Falar como Patativa...
Destes teus olhos redondos.
Mulher, onde é que eu me meto...
Mulher, onde é que eu me escondo?!
Que como punhais profundos
Atingem o nosso ego ao fundo
Qual ferrões de marimbondo.
Ou como Drummond de Andrade
Falar de amor e saudade
Sem pieguismo ou demasia
Sem muito usar o lirismo...
A rima... a sonoridade.
Fazer de ti poesia
Um poço de idealismo...
Amor, calor, santidade.
Ou como Bilac em Tercetos
Durante a noite ou dia...
Viver pelos seus amores
Valores e poesias.
Fazer de teus braços, grades...
Nas suadas fantasias.
Onde o crepúsculo, alvorada
A nós homens, nada dizia
Pelo calor que exalas...
E meiguices que irradia.
Ah! Mulher,
Como te fazer um poema?
E falar do teu valor...
Do carinho que por ti sentimos
Desse vosso imenso amor.
Ó mulher, menina, anjo...
Anjo, menina, mulher
Como te homenagear...
E falar do teu mister?
Se as palavras são tão poucas
As rimas são meio loucas
Diante de tua essência.
Do teu sagrado sorriso...
Que tão nos conforta a alma
Embriaga-nos e acalma
E estes calor e paixão...
Inibe a nossa razão
Leva-nos ao paraíso.
Ó Shirley, Márcia, desculpe-me
Por tão simples palavrear
Nem sou poeta menor...
Não pude homenagear.
A ser de tão alta estima.
De linhagem cristalina
Purezas e áureas divinas.
Não encontrei boas rimas
Se isso vos confortai
A palavra me faltou...
Nem poeta menor sou
Sou menor que poeta, perdoai.
Mas eu duvido que exista
Palavras pra descrever.
A essência deste ser
Que de mulher Deus chamou.
E que aqui Ele deixou
Pra nos ensinar viver
Amar, sorrir e crescer.
Nem Olinto, Howais ou Aurélio
Terá palavras... É sério.
Com as quais façam nos ver
A dimensão deste ser.
E toda a sua essência
Não tem significação.
E nenhuma descrição
Exata em livro ou lugar.
E a sua real potência
É tormento da ciência
Que luta pra desvendar.
De onde é que a mulher tira
Tanta força pra amar.
E esses poderes e resistência
Se perdem na imensidão...
Do livro da existência.
Pois desde que o mundo é mundo
Ninguém nunca entendeu.
E nunca vai entender...
Mas quero ainda dizer.
Que és o cálice da vida
Ante o qual ajoelhamos
Do qual adoro beber.
Que tens do sol o calor
E a força do vulcão...
Que quando em erupção
Também faz terra tremer.
Que és essência da vida
Tens da brisa a suavidade
Paradoxo de santidade...
Na imensidão do prazer.
Muito obrigado mulher
Pela luz, o sol, a sina
O som, o sal e o porquê...
E por fazer eu ser eu
E por você ser você.
2 comentários:
Não entendi porquê você colocou o nome da Shirley e da Márcia...
Mas tudo bem!
Foram elas q pediram pra eu fazer a homenagem.
Axo q dá pra entender, não?
rsrsrsrsrss
Bjos.
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