"Tms q aprndr a ler u mund ntndnd us códgs pls cuais l é, lit ralmnt, scritu."

"Tms q aprndr a ler u mund ntndnd us códgs pls cuais l é, lit ralmnt, scritu."
"O Lixo é um Luxo." "O saber é o princípio, e a fala, e o verbo." "A Suprema Sabedoria ensina que o certo é não subir muito alto, nem descer muito baixo." (Professor José da Cruz)

Todos os caminhos. Todas as vidas. Todas as sensuras. "A vida é um curso e um percurso. É preciso aprender. É preciso caminhar." (Prof. José da Cruz)

Quem sou eu

Humorista,professor,jornalista, fotógrafo, católico, questionador, humano, amante das artes Rsssrsrsssrs
Mostrando postagens com marcador Centenário. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Centenário. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Centenário de Anápolis II


A Cidade Nasceu na Praça de Santa Ana

(Por José da Cruz)



É notável que se a religião (do latim - religgare) não for usada para unir(ligar) as pessoas, ela acaba desnorteando o cidadão. Que a cidade de Anápolis nasceu na Praça de Santa Ana, até criancinhas de colo sabe. A história já foi contada e recontada milhares de vezes: Certa senhora Ana dos Lins de Tal, passava com sua comitiva pelas margens do Córrego das Antas, quando uma de suas mulas empancou. E apesar dos gritos dos tropeiros e malfadados esforços o muar não arredou pé do lugar. Somente quando, Dona Ana, retirou de seus alforges uma pequenina imagem de Santa Ana e a colocou numa pequena elevação acarpetada de gramínias que tinha ali, o animal se levantou e desandou a caminhar em círculos em volta da imagem. Aquilo para Ana dos Lins e muitos dos devotos que compunha a comitiva era um sinal. Não era, pois, segundo eles, vontade do animal, e sim decisão da santinha de permanecer no local. Ali, acamparam e pernoitaram. Noutro dia, bem cedinho dona Ana se dirigiu até a sede da fazenda, comentou com o fazendeiro o que acontecera e propôs comprar um pedaço daquela terra para fazer ali um barraco e deixar nele a santa. O dono da gleba não só cedeu o pedaço de terra, como também se dispôs a ajudar na construção do barracão. Todos fervorosos botaram mãos à obra e três dias depois estava construído o barracão, onde foi colocada a imagem de Santa Ana, onde todos os caminheiros paravam, pernoitavam e rezavam o terço, antes de prosseguir viagem. Mais tarde foi chamada de capela de Santa Ana, depois igreja de Santa Ana e finalmente Paróquia de Santana.

Agora, não se sabe por que motivos, se só por protesto ou outros, o nosso Sr. Prefeito, que é afeito à religião protestante, deu na tenda de realizar a festa do centenário da cidade de ANÁPOLIS, (que quer dizer exatamente Cidade de Ana), e que nasceu sob o manto e a proteção de Santa Ana - Avó de Jesus Cristo, na Praça Dom Emanuel. O mais contundente é que, durante noventa e nove anos seguidos, os aniversários de Anápolis, foram comemorados ora na Praça de Santana, (que é o mais lógico e indicado), ora na Praça do Senhor Bom Jesus - a Segunda Praça, central de Anápolis. É evidente que milhares de anapolinos se sentiram ofendidos com a decisão arbitrária do mandatário da cidade. Ali, na Praça Dom Emanuel, reuniram-se umas três centenas de pessoas, talvez nem isso, para compartilhar com o Sr. Prefeito essa sua infeliz ideia e então às doze horas do dia 31 cantaram o "Parabéns Pra Você." Os outros duzentos e tantos mil habitantes ficaram, infelizmente, à margem da história.

Não se pode usar religião ou com base nela, para desunir as pessoas, o religgare, ligar novamente deve estar em primeiro plano, sempre. Ou não seremos dignos de dizer aos quatro ventos que somos religiosos, desta ou daquela irmandade. É preciso unir as pessoas sempre e sempre. Ligar e religar, e religar, e religar. É como dizia o meu amigo Renato Russo: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã..." Isto é religgare, fazer tudo para unir. Isto é religião.

- Senhora Santa Ana.

- Rogai por nós e pelo nosso prefeito.

- Amém.