"Tms q aprndr a ler u mund ntndnd us códgs pls cuais l é, lit ralmnt, scritu."

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"O Lixo é um Luxo." "O saber é o princípio, e a fala, e o verbo." "A Suprema Sabedoria ensina que o certo é não subir muito alto, nem descer muito baixo." (Professor José da Cruz)

Todos os caminhos. Todas as vidas. Todas as sensuras. "A vida é um curso e um percurso. É preciso aprender. É preciso caminhar." (Prof. José da Cruz)

Quem sou eu

Humorista,professor,jornalista, fotógrafo, católico, questionador, humano, amante das artes Rsssrsrsssrs

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Câmbio, Libélula Um.

Libélula Um, câmbio.
(José da Cruz)


"Um dia vou voar também...

Vou ver o mundo de cima
De cima dos de cima...
Do clima e das clinas.
Vou mudar a minha sina.

Então poderei cantar todas música...
Ler todas os poemas
Sonhar todas os sonhos
Sorrir todos os risos
Banhar em todos os rios...
E colher todas as flores.

Verei toda a amplidão...
E se der...
Se máquina tiver
Faço uma foto do chofer.

E como uma Libélula azul
Sabedor de que nada é
tão grande
como o pólen...
Ou a humildade verdadeira...
Vou pousar no charque." (J. Cruz)

A Marvada


A Onça PINTADA
(José da Cruz)







Meu irmão mais velho sempre dizia que se você um dia estiver preso entre dois paredões, num tiver um Pit Bull e no outro uma onça PINTADA faça opção em passar pelo que tem a onça PINTADA porque onça PINTADA não ataca ninguém, já o Pit Bull... Foi o que eu fiz, estava andando lá em frente o Colégio Virgílio Santillo e vi no muro do colégio uma onça PINTADA e do outro lado da rua vinha uma mulher com um Pit Bull não tive dúvidas, enfrentei a onça PINTADA.

Os "Bãos" peitos da Jandira



O Vestido da Jandira
(José da Cruz)





Eu tinha entre seis e sete anos e ia buscar quatro litros de leite numa fazendinha distante da nossa casa oito quilômetros. Eu lembro disso, como hoje, Eu saía de casa às sete da manhã e chegava às dez. Era um litro pra dona "Tiana Loca" uma meio tantanzada que morava lá defronte de casa, um litro e meio
pra nós lá de casa e um litro e meio pra dona Tuquinha, que morava na contra esquina lá de casa. Quando eu chegava lá na Fazendinha a dona Jandira, abria a cancela e toca a mimosa pra eu passar... eu fica olhando os cacurutes dos atributos leiteiros dela e ficava comparando com o da mimosa... uma vez uma vencia, outra vez a outra... ela raramente não estava com um vestido cujo padrão era "isso" aí escritinho... outra coisa que me lembro "mió ainda" é dos peitos da dona Jandira... é que... naquela época, anos sessenta, rolava no rádio o Tonico e o Tinoco cantando...

"Quando eu era folgazão novo...
Se eu contar sei que o povo admira.
Eu cantei muitos bailes importantes
E também nos teatros... os catiras.
Eu cantava com uma moreninha
Pra queles rebaldes... pra queles caipiras...
E o povo todo admirava por ver os bão peitos
Da Dona Jandira." (Dona Jandira - Tonico e Tinoco Discos Chantecler - Gravação de 1958)

Em dado momento da música a Dona Jandira assumia a primeira voz cantando com o Tinoco, uma voz alta, melodiosa e muito afinada que arrancava aplausos acalorado da plateia... era isso que o Tonico e o Tinoco chamava de "bão peitos".
O engraçado era que, pra quem assistia aos shows, tinha o presente não só dos atributos vocais, mas também dos cacurutes leiteiros da Jandira. Mas na época eu não tinha essa informação... tinha informação do que era peito... mas não tinha informação do que era capacidade, qualidade e afinação vocal.
Mas eu quando ia pegar o leite lá na Fazendinha do Séo Alaor, só conseguia enxergar era o p... padrão do vestido da Dona Jandira.

Ora vejam, a evolução da sacanagem... O disco do Tinoco, vendeu a zói... podem perguntar pra ele, tá vivo até hoje e ainda canta com o sobrinho. Mas os compradores, que na época tinha as dificuldades da distâncias e dos parcos recursos, mesmo assim enriqueceram a dupla, valorizando só a voz da dona Jandira, já que, na capa só vinha a dupla Tonico e Tinoco. Mas exatamente, 38 anos depois, "O Compadre Washington" do Grupo É o Tchan, colocou duas mulheres no palco, uma loira e uma morena, só de calcinha e "sutian" rebolando pra dedeu... mas não cantam nada, nadinha de nada. E sem tocar em assunto de peito coisa nenhuma... mas com uns apetrechos traseiros de parar o fôlego... e... bem as seis pessoas do grupo estão milionárias. E eu é que sou SERELEPE por lembrar dos pei... digo, do padrão gráfico do vestido da Dona Jandira.

Sessão Ordinária decepciona


A Sessão que Desordenou o professorado
(José da Cruz)



Presidente do Sintego (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de
Goiás) Ieda Leal quando deixava ontem (dia 15/12),
profundamente decepcionada, a Assembleia Legislativa de Goiás após votação que a


provou por 23 votos a favor

contra 9 votos contra o decreto do Governador de Goiás Sr. Marconi Perillo que extinguiu a titularidade na educação e reduziu em até 32 por cento o salário dos professores.
Questionada pelos repórteres da Rádio Comunicação de que se o não fosse assim o Governador não teria implantado o Piso Nacional de Salários dos Professores, Ieda foi taxativa:


"Melhor que tivesse deixado como estava. Depois de três
anos lutando pela aprovação do piso, ganhamos no Supremo Tribunal Federal, dois anos lutando por uma correção de salário dos professores na ordem de 13%, a oposição dizia que era 9% e em agosto o Governador acenou com os vergonhosos 2%, deixou para setembro, jogou para novembro e agora já em dezembro o Governador usa todos os seus métodos coronelísticos para extinguir uma titularidade que, na maioria dos casos o professor levou 30 anos para conseguir, e reduz o salário em até 32%, só num estado como Goiás mesmo..."


"Cercados por seguranças... E pela insegurança no futuro financeiro."




Um segurança da assembléia e o busto do Coronel Carlos Ramos Gedda, que dá o nome à sala das audiências na Assembléia Legislativa de Goiás, durante a votação do Piso Nacional do Salário dos Professores, sob protestos e vaias dos mais de mil professores que lotavam as galerias.

Minutos antes o Deputado Francisco Gedda (PTN), tataraneto do Coronel Carlos Gedda, oposicionista ferrenho ao Governo, visivelmente emocionado havia dito:

"Engraçado, há doze anos nesta casa, estou na quarta legislatura, esta é a primeira vez que vejo alguém querer dar um presente a outro alguém e este brigar pra não receber o presente. O Sr. Governador quer dar dinheiro para os professores e os professores estão aqui, brigando pra não receber o dinheiro do Governador... uaaai. Só pode ter alguma coisa errada com esse projeto do Governador."

Com 9 votos da oposição e 23 votos da base governista o projeto foi aprovado.



A Revolta dos Professores


O Projeto do Governador e a Revolta dos Professores
(José da Cruz)


... e já se dizendo "sem forças pra lutar" a professora Ângela Mioto deixa a Assembleia Legislativa.




Entendendo o Projeto do Governo e a Revolta dos Professores:

O Governo Lula criou o Projeto do Piso

Nacional dos Salários dos Professores, um dispositivo que legislava que uma certa porcentagem do bolo da educação que seria gasto com o aluno por mês deveria ser paga ao professor.


Ficou conhecida como a Lei do Piso. Oito estados, geralmente regidos pelo PSDB, entre eles é claro, Goiás, desrespeitou a lei, alegando insconstitucionalidade: "executivo federal não pode entrar no mérito executivo particular do estado da federação." Gritavam. E alegava que não podia pagar porque exonerava os cofres. Só que , no dispositivo federal reza que, "se o patronal não puder pagar o piso é só provar que não pode que o Governo Federal paga o diferencial." Bom, foram à justiça, em 2008, agosto - retroativo a janeiro, o Supremo votou a constitucionalidade e decretou "o piso é lei."
Desde então o Sintego - Sindicato dos Professores de Goiás, vem lutando pra receber o piso. O governo não paga e não diz porque que não paga.


"Provar que não pode pagar é impossível porque como é que um estado que há quatro anos consecutivo é o segundo maior arrecadador de impostos do Brasil, (só perde pra São Paulo) prova que não pode pagar um aumento de 15,85% sobre um salário de 990 reais?" Questionava a professora Ângela à saída da sala.
Lembrando 990 reais é o salário de um professor com especialização no estado de Goiás desde 2008.
O Governo veio enrolando a Base Sindical até o fechar do ano de 2011 e agora não podia mais continuar porque a Presidenta Dilma Rousself foi taxativa no último decreto enviado ao Senado: "Quem não cumprir a Lei do Piso terá 30% da verba devida ao estado cortada."


O governador Marconi achou uma maneria de pagar o piso:
a totalidade dos professores é dividida em P-I, P-II, P-III e P-IV. P-I é o início de carreira: Sem titularidade. 12% do total da categoria. Os outros 88% é dividido entre os outros "Pês", 32%, 38% e assim por diante.
Ele criou um dispositivo no projeto que altera a lei da titularidade de 2001. Extinguiu a titularidade antiga e criou uma nova. Quem tinha titularidade de 60% caiu pra 20% e quem tinha de 40 caiu pra 10%. Simples assim.


Ao P-I foi dado um aumento de 15 reais acima do Piso Nacional: o P-II, em torno de 26% da categoria, teve um aumento real que gira em torno de 5 a 8%:
E com o dinheiro das titularidades dos P-III e P-IV ele pagou as despesas. Não é genial? Oh q bunitinho!
E ele nem precisou dizer onde vai empregar os 250 milhões/ano solicitados à Câmara do Deputados e que... foi aprovado... É mole ou quer mais?!

Espero que algum Governador aí pelo mundo ao ler não copie essa ideia, ela é do Nosso Governador, está registrada em cartório e você poderá ter que pagar os direitos autorais.

Kkkkkkkkkkkk eu sou muito maus. Rsrsrs

O Espelho do Profeta


Espelho Retrovisor
(José da Cruz)


Em 1967, a Assembleia Legislativa de Goiás, com
poderes constituintes, promulga a Nova Constituição Estadual com alterações profundas no processo legislativo e mais poderes para o Executivo.

As modificações refletiam a nova ordem implantada no país pela Revolução de 1964.

Em Goiás, o então governador Otávio Lage de Siqueira chegou a fechar a Assembleia Legislativa. O recesso forçado durou todo o ano de 1969 e o primeiro semestre de 1970. Nesse período, houve novas cassações perderam o mandato: os deputados Eurico Barbosa dos Santos, Olímpio Jayme, Francisco Maranhão Japiassu e Manoel da Silva Brandão.

A volta da democracia – Constituição Estadual de 1989
O processo de redemocratização se intensifica a partir de 1982, com a volta das eleições diretas para governadores de Estado. Em 1988, o movimento atinge seu ponto alto com a promulgação da nova Constituição Brasileira, que devolve poder ao Legislativo. A Constituinte Estadual foi instalada solenemente em 22 de novembro de 1988. Em 5 de outubro de 1989, Goiás ganhava a sua nova Constituição.

Em 15 de dezembro (alguma coincidência?) do mesmo ano a Assembleia Legislativa de Goiás votava o Projeto de Lei do Governo Otávio Lage, eleito no seu segundo mandato (alguma coincidência com Marconi?) que favorecia a empresa Comind numa reintegração de posse contra os pequenos chacareiros das margens do meia-ponte, o projeto do governo reintegrava as propriedades à Comind e abria possibilidades a que a empresa pagasse aos verdadeiros donos das terras uma micharia, algo em torno da metade do valor de mercado. Venceu o projeto do Governo por 16 votos a favor e três votos contra. (Alguma coincidência?) Na época a Assembleia era composta por, apenas, 21 deputados.


O profeta:
O pintor Mauro Lúcio Saldanha, já falecido, pintou, in loco, o painel que hoje ostenta a parede de fundo da Sala de Reuniões Mistas, no momento em que se discutia, naquela época, o pagamento dos desesperados chacareiros do meia-ponte.
Mirem no rosto da duas professoras, no momento em que se discutiam (dia 15 de dezembro, 16 h e 22 Min) a retirada da titularidade do salário dos professores, e comparem com os rostos retratados por Saldanha. (Deixem-me perguntar só mais esta vez: Alguma coincidência?)

É por isso que eu digo: nas próximas eleições vamos votar nas putas... porque nos filhos... bem, vocês já viram que não funciona. rsrrsrs

A Moranga

A Cor Moranga
(José da Cruz)

"Ao homem é dado fazer o seu tempo, no seu tempo, com o
tempo que dispuser."
(J. Cruz)


Vivi na roça até os 18 anos lutando mesmo, daqueles de ter calos nas mão e de só ver dinheiro quando vendia a safra. Lá a comida era à base de quiabo, arroz, feijão, farinha, jiló, um franguinho nos finais de semana e abóbora.

A abóbora que mais usávamos, à época, era conhecida como abóbora moranga, chegou a ser chamada apenas de moranga, trocando o substantivo pelo qualificativo. Por muito tempo se ouvia, moranga.
Nas festinhas de São João em Natinópolis, que acontecem até hoje, aos 22 e 23 de junho, ouvia-se os comentários dos "mais velhos", "Fulana tá usando um vestido morango." Ciclano tem uma camisa moranga." Quando me mudei pra cidade tinha plena certeza de que como as cores laranja, ou laranjado... existisse também a cor moranga. É... coisas da vida! Devo ter me enganado.

"Faço minha todas as cores, sei que me engano... mas a vida segue bem mais feliz." (J. Cruz)