
OS DOIDOS
(A. D. – Adaptação: José da Cruz)
Meu primo doido contou que tem um doido casado
Com uma prima dele doida, filha de um velho adoidado.
Os dois nessa maluquice, começaram na doidice...
Mas antes de endoidecer, o doido foi se endoidando,
E a doida está esperando, um guri doido nascer.
A família toda é doida, doida a vó, doido o avô.
Um doido disse a outro doido, que um outro doido contou.
Que um doido morreu de doido, que um outro doido matou.
Eu também sou meio doido, tão doido que me confundo,
Lá em casa tudo é doido, doido Zé, doido Raimundo...
Doido Chico, doido Ontóin, doido João, doido Edmundo.
Doido preto, doido branco, doido limpo, doido imundo.
E quem não é doido, bem doido, endoidece num segundo.
Doido toma banho no raso, doido toma banho no fundo...
E aquele que não é doido, talvez diz algo tão doido
Mais que todos os outros doidos que estão aí pelo mundo.
Esse doido que casou, com essa doida também...
Diz que é doido pela doida, que a doida é que lhe convém.
A doida diz que é do doido, pois é ele que lhe quer bem...
Na hora que o doido vai, na hora em que a doida vem,
Quando o doido está rezando, a doida é que diz amém.
Se o doido vai pro Pará, a doida vai pra Belém.
Se o doido pega o metrô, a doida pega é o trem.
Se o doido pisar o milho a doida faz o xerém.
Se o doido fala em real, a doida fala em vintém...
A doidice é dele e dela, mas ele diz que não troca ela
Pela doida de ninguém.
E se o doido chamar a doida pra sair do meio do povo...
A doida diz: tu tá doido? O doido diz: Tô de novo.
Sai a doida, sai o doido. Dois doidos no meio do povo.
A doida espanta a galinha, o doido cozinha o ovo.
A doida pega o jumento, o doido põe o istovo.
A doida diz: me comove, o doido diz: me comovo.
Sai a doida, sai o doido, correndo do meio do povo.
A doida manera o passo, o doido pesa o cansasso...
Passa a mão no espinhaço, toda noite é um abraço...
Todo ano um doidim novo.
(A. D. – Adaptação: José da Cruz)
Meu primo doido contou que tem um doido casado
Com uma prima dele doida, filha de um velho adoidado.
Os dois nessa maluquice, começaram na doidice...
Mas antes de endoidecer, o doido foi se endoidando,
E a doida está esperando, um guri doido nascer.
A família toda é doida, doida a vó, doido o avô.
Um doido disse a outro doido, que um outro doido contou.
Que um doido morreu de doido, que um outro doido matou.
Eu também sou meio doido, tão doido que me confundo,
Lá em casa tudo é doido, doido Zé, doido Raimundo...
Doido Chico, doido Ontóin, doido João, doido Edmundo.
Doido preto, doido branco, doido limpo, doido imundo.
E quem não é doido, bem doido, endoidece num segundo.
Doido toma banho no raso, doido toma banho no fundo...
E aquele que não é doido, talvez diz algo tão doido
Mais que todos os outros doidos que estão aí pelo mundo.
Esse doido que casou, com essa doida também...
Diz que é doido pela doida, que a doida é que lhe convém.
A doida diz que é do doido, pois é ele que lhe quer bem...
Na hora que o doido vai, na hora em que a doida vem,
Quando o doido está rezando, a doida é que diz amém.
Se o doido vai pro Pará, a doida vai pra Belém.
Se o doido pega o metrô, a doida pega é o trem.
Se o doido pisar o milho a doida faz o xerém.
Se o doido fala em real, a doida fala em vintém...
A doidice é dele e dela, mas ele diz que não troca ela
Pela doida de ninguém.
E se o doido chamar a doida pra sair do meio do povo...
A doida diz: tu tá doido? O doido diz: Tô de novo.
Sai a doida, sai o doido. Dois doidos no meio do povo.
A doida espanta a galinha, o doido cozinha o ovo.
A doida pega o jumento, o doido põe o istovo.
A doida diz: me comove, o doido diz: me comovo.
Sai a doida, sai o doido, correndo do meio do povo.
A doida manera o passo, o doido pesa o cansasso...
Passa a mão no espinhaço, toda noite é um abraço...
Todo ano um doidim novo.
Um comentário:
Muito doido esse texto de um amigo doidão que joga suas doideiras "prá" cima do povão.
De tão doida que foi a leitura, doido babando fiquei pela doida iniciativa de meu doido amigo destrambelhado.
Então, sem mais doidices, deixo um grande abraço-quebra-costela de outro doido leitor do povo.
Robinson.
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