"Tms q aprndr a ler u mund ntndnd us códgs pls cuais l é, lit ralmnt, scritu."

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"O Lixo é um Luxo." "O saber é o princípio, e a fala, e o verbo." "A Suprema Sabedoria ensina que o certo é não subir muito alto, nem descer muito baixo." (Professor José da Cruz)

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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Araguarina, Vamo melhorar?!

Empresa de ônibus Araguarina desrespeita usuário
(Por Dom Black Breizil)


A reportagem do Êta Brasil esteve em Goiânia na última sexta, dia 09, e acompanhou parte do dia-a-dia de um usuário do Transporte Semi-Urbano da Empresa de Ônibus Araguarina. Nosso repórter viveu uma verdadeira Via-Crucis, o que para os usuários, nada mais é, que o normal.

Situação impar na vida dos usuários aconteceu quando a reportagem estava para embarcar em direção à capital, no ponto das proximidades do Fórum, onde acontece também uma certa pressão por parte dos donos de lotação, que, descaradamente, fazem ali, segundo eles, o "seu trabalho". O repórter Pedro Santana tinha acabado de chegar, comprou o tícket e esperava o ônibus chegar, quando um senhor se aproximou e disse: "O Senhor vai pra Goiânia?!" Cuja resposta foi: Vou. E o moço disse: "A hora que eu estiver saindo... eu aviso pro senhor." E se afastou.


Quando o coletivo apontou lá no cruzamento da Goiás com a Brasil, o senhor novamente se aproximou, agora, acompanhado de mais três pessoas e disse: "Vamos..." O repórter respondeu: Como assim? Eu vou de ônibus... E o moço muito irritado, disse: "O que que há com você? Se você ia de ônibus deveria ter me avisado que eu teria procurado outro passageiro..." Ao que o reporter disse, uai moço, o senhor perguntou se eu ia pra Goiânia, eu disse que sim, mas em momento algum acertei com o senhor, uma passagem pra lá, não falamos de valores, de local de desembarque, etc... não tinha porque o senhor achar que eu ia com o senhor... e o homem saiu vociferando. Mas, aquela já era a quarta lotação lotada que saía em direção à capital.


O coletivo chegou e o repórter embarcou rumo à capital. Na br, altura do trevo do Daia, o Sr. Ananias Barreto, 68, tentou usar a condução usando uma identidade de idoso, com validade para todo o Brasil e não foi aceita pelo motorista. Que taxativamente foi duro: "Não tenho nada com isso senhor, eu só estou fazendo o meu trabalho, eu não levo o senhor com esta carteira." O Sr. Ananias estava horrorizado, segundo ele, viaja o país inteiro, e nunca foi tão humilhado assim. Mas não teve outro recurso, teve que desenbolsar, seis reais. Apesar de que na "rodoviarinha" o preço do ticket fosse apenas cinco reais e cinquenta e cinco centavos.



Na Br, altura da entrada para Goianápolis, outro problema, o motorista manteve o veículo em alta velocidade, à direita, e quando tentou voltar para a esquerda, não teve espaço e quase se esbarra no canto traseiro direito de uma carreta, vociferando e chingando deu uma guinada, retornando ao curso normal à direita. Foi uma gritaria geral com alguns passageiros que tomaram o ônibus na Rodoviária alegando que aquele motorista estava muito alterado desde que saíra da rodoviária. Segundo um senhor que viajava ao lado do repórter "aquele moço estava com algum problema."


No retorno a Anápolis, é que, foi o ponto alto do que se chamou via-crucis dos usuários. Pedro Santana chegou ao ponto de embarque na praça da Bíblia em Goiânia, às 17:18, já havia ali um grupo de pessoas esperando a embarcação. Novamente, o nosso repórter foi assediado por donos de carros particulares que ofereciam lotações. E o tempo foi passando, e a condução não vinha, e foi juntando gente. Dirrepente pelas 18 horas já havia uma pequena multidão no ponto. O coletivo apareceu às 18:07 já, com bastante passageiros, havia somente três poltronas vazias. E foi entrando gente, foi entrando, e o ônibus lotado, os passageiros começam a gritar: "Vamos embora motorista!" "Pô cara, você não tem comissão por passageiro, não." "Ô motorista, o quê que há, você tá louco?!" "Vamos embora, seu puxa-saco!" "Essa merda tá lotada, c num tá vendo, não?!"



Foi uma loucura, comenta o repórter, às 18:16 o ônibus superlotado, deixou o ponto, numa marcha que para um dos passageiros, foi classificado como "velocidade caramujo". Nielly, 16, que vinha para Anápolis a passeio na casa da vó, disse que havia esperado no ponto, 40 minutos. Dona Alinne, professora, 32, disse que havia esperado o ônibus, "no mínimo 55 minutos". O Sr. Carlos Alexandre, pedreiro, 42, morador do Bairro de Loudes, disse que "essa tortura é todos os dias." "Ontem, quinta-feira, por exemplo, o ônibus que supostamente é o das 18 horas, quebrou nas proximidades da entrada de Goianápolis, estava superlotado, tivemos que esperar outros ônibus da empresa, fomos divididos para acabar de chegar em Anápolis, como fiquei pro segundo ônibus, cheguei em Anápolis às 20:30 horas."




Apavorante é que, a lotação para passageiros em pé, dá conta de 26 passageiros, e ao chegar a Anápolis, contando os que desceram desde Terezópolis, os passageiros em somaram-se 46, vinte pessoas em pé, a mais do que o permitido. Chegada do repórter Pedro Santana, na parada de frente à Câmara, em Anápolis, exatamente às 19:33 minutos. A reportagem tentou entrar em contato telefônico com a empresa para ouvir a sua versão dos fatos, mas ninguém da direção pode ser localizado. É preciso dizer mais alguma coisa?! Esse é o Brasil. Fui.

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